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Estados Unidos exigem exclusividade no petróleo e querem rompimento da Venezuela com China, Irã, Cuba e Rússia
Termômetro da Política
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Depois de sequestrar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceu condições rígidas para a retomada da produção petrolífera no país, visando transformar a Venezuela em um parceiro comercial exclusivo dos Estados Unidos. Segundo informações obtidas pela reportagem junto a funcionários da Casa Branca, as exigências foram transmitidas pelo secretário de Estado, Marco Rubio, à presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez.

Trump quer que a Venezuela rompa relações com a China, o Irã, a Rússia e Cuba (Foto: Reprodução/Instagram)

Entre as principais demandas, os EUA exigem que Caracas rompa imediatamente suas relações com China, Irã, Rússia e Cuba. Para assegurar a cooperação, o governo americano mantém um forte reforço militar na costa venezuelana, exercendo pressão sobre o governo de Rodríguez, que, na visão de Washington, não teria outra opção a não ser ceder.

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O plano norte-americano prevê que a Venezuela favoreça o governo Trump e empresas petrolíferas dos EUA em futuras vendas. Na próxima sexta-feira (9), o presidente deve se reunir com executivos de gigantes do setor, como Chevron, única petrolífera americana em atividade no país no momento, Exxon Mobil e ConocoPhillips.

A estratégia ocorre após uma declaração de Trump na última terça-feira (6). O presidente afirmou em rede social que o governo interino venezuelano “entregará entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo de alta qualidade, sujeito a sanções, aos Estados Unidos da América”. Ele detalhou ainda a gestão desses recursos: “Este petróleo será vendido a preço de mercado, e esse dinheiro será controlado por mim, como presidente dos Estados Unidos da América”.

Embora o foco urgente seja impedir que o petróleo venezuelano chegue a adversários estrangeiros, os EUA admitem que a reconstrução da infraestrutura energética da Venezuela exigirá tempo e recursos. Caso o governo de Delcy Rodríguez aceite os termos e colabore com as vendas exclusivas para os americanos, a Casa Branca sinalizou estar aberta a rever a política de sanções contra Caracas.

Enquanto as negociações avançam em solo diplomático, a Venezuela anunciou uma investigação sobre as vítimas do ataque dos EUA ocorrido no fim de semana, que resultou na captura do líder deposto Nicolás Maduro. Entretanto, para o governo Trump, a prioridade máxima permanece sendo o isolamento comercial da Venezuela em relação ao bloco liderado por Pequim e Moscou.

Com informações de CNN.

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