Nesta quarta-feira (7), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, revelou que o governo Trump possui uma estratégia estruturada em três etapas para o futuro da Venezuela. O plano, que surge após o sequestro de Nicolás Maduro no último sábado (3), visa desarticular a permanência do chavismo no governo.

A primeira etapa, definida por Rubio como a “estabilização”, foca em evitar que o país enfrente um cenário de desordem generalizada. “O primeiro passo é a estabilização do país. Não queremos que ele desemboque em caos”, afirmou o secretário do governo Trump. Parte fundamental desta fase é o que Rubio chamou de “quarentena” da Venezuela no mercado internacional.
A estratégia norte-americana prevê o controle direto sobre os recursos obtidos com o petróleo venezuelano. Segundo Rubio, os EUA pretendem tomar entre 30 e 50 milhões de barris de óleo para venda a taxas de mercado. “Esse dinheiro será, então, tratado de uma forma que nós vamos controlar como é distribuído, de uma forma que beneficie as pessoas venezuelas, não a corrupção, não o regime”, explicou.
A segunda fase, denominada “recuperação”, foca na criação de um processo de “reconciliação nacional”, que envolve anistia e libertação de presos políticos da oposição, visando a reconstrução da sociedade civil. A etapa final será a transição de poder, embora o secretário não tenha detalhado como Washington pretende executá-la ou se haverá a realização de eleições.
Enquanto o plano é discutido, a tensão internacional aumentou com a apreensão, nesta quarta-feira (7), dos petroleiros Marinera (de bandeira russa) e Sophia, ambos ligados a Caracas. A Rússia repudiou a ação, classificando-a como uma violação do direito marítimo e afirmando que “não havia jurisdição para o uso da força”. Em contrapartida, a Casa Branca sustenta que a apreensão é legal, acusando o navio de navegar sob bandeira falsa.
Atualmente, a presidência da Venezuela é exercida de forma interina por Delcy Rodríguez. A advogada trabalhista de 56 anos, conhecida por sua devoção ao chavismo e ligações com o setor privado, assumiu o cargo por determinação da Suprema Corte para um período de 90 dias, que pode ser estendido. Na última terça-feira (6), Rodríguez reagiu à presença estrangeira no país, afirmando que não havia “agente externo” governando a Venezuela.
Com informações de CBN.