O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a manifestar publicamente o desejo de incorporar a Groenlândia ao território americano, reacendendo uma discussão que já havia marcado seu primeiro mandato. Em declaração recente, feita após reunião sobre petróleo na Venezuela, o republicano insistiu que a ilha deve fazer parte dos Estados Unidos “de modo mais suave ou não”, deixando claro que prefere um acordo negociado, mas não descarta caminhos mais difíceis.

Trump destacou que ainda não existe uma proposta formal de compra, mas classificou a aquisição da Groenlândia como uma “necessidade absoluta” para os interesses americanos. O tema não é novo: os Estados Unidos já tentaram adquirir o território em 1946 e retomaram a ideia durante a primeira gestão de Trump.
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Cinco fatores explicam o renovado interesse americano na ilha:
Base militar estratégica
Desde 1951, os EUA mantêm a Base Aérea de Thule, a instalação militar americana mais ao norte do planeta. O local é fundamental para monitoramento, sistemas de defesa antimísseis e vigilância do espaço aéreo.
Reservas de minerais críticos
A Groenlândia concentra importantes depósitos de minerais essenciais para tecnologias avançadas, equipamentos militares e transição energética. Atualmente, a exploração desses recursos é majoritariamente dominada pela China, o que aumenta a atenção estratégica de Washington.
Rotas comerciais no Ártico
As mudanças climáticas tornaram o oceano Ártico mais navegável, abrindo novas rotas marítimas que encurtam distâncias entre Europa e Ásia. A travessia pela região pode reduzir em até 40% o tempo de viagem em comparação ao Canal de Suez.
Disputa geopolítica com Rússia e China
Situada entre a América do Norte, a Rússia e as rotas árticas, a Groenlândia ocupa posição estratégica em meio à crescente tensão militar global envolvendo potências como Moscou e Pequim.
Interesse histórico dos EUA
A tentativa de compra da ilha remonta a décadas e foi revisitada no primeiro mandato de Trump. Agora, o presidente reforça o tema como prioridade de segurança nacional.
A declaração de Trump gerou imediata rejeição por parte de líderes europeus e das autoridades da Groenlândia, que classificaram a ideia de anexação como absurda. A União Europeia reafirmou seu apoio à soberania do território, enquanto a Dinamarca exigiu respeito ao direito internacional.
Apesar das críticas internacionais, a Casa Branca confirmou que segue avaliando a possibilidade de aquisição da Groenlândia, justificando a medida como essencial para a segurança nacional dos Estados Unidos.
Com informações do portal UOL.