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Trump publica montagem de página na Wikipédia com cargo de presidente interino da Venezuela
Termômetro da Política
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou na noite de domingo (11) uma publicação em sua rede social Truth Social exibindo uma montagem de sua página na Wikipédia, na qual aparece listado como presidente interino da Venezuela. A edição falsa inclui, logo após sua foto, a linha “presidente interino da Venezuela, em exercício, janeiro 2026”. Mais abaixo, aparece a linha que o define como atual presidente dos EUA. A reportagem verificou que a página real de Trump na Wikipédia não contém essa informação sobre a Venezuela.

Imagem trata-se de montagem; página real de Trump na Wikipédia não contém essa informação sobre a Venezuela (Imagem: Reprodução)

A postagem surge uma semana após a operação militar dos EUA em Caracas que depôs o ditador Nicolás Maduro. Durante a ação, na madrugada de sábado (3), Maduro e a primeira-dama Cília Flores foram levados do Palácio de Miraflores para uma prisão em Nova York, onde aguardam julgamento por acusações de narcoterrorismo. Na ocasião, 32 agentes cubanos que faziam a segurança de Maduro foram mortos.

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Após a deposição, Trump anunciou que o governo interino de Delcy Rodríguez foi colocado sob tutela norte-americana. Os EUA agora controlam o petróleo venezuelano, conforme declaração da Casa Branca. Na sexta-feira, o presidente se reuniu com executivos da indústria petroleira para discutir os próximos passos da extração de petróleo no país sul-americano.

Autoridades acusam os EUA de interferirem na política interna da Venezuela, mas Trump tem feito diversas declarações sobre o tema desde a captura de Maduro.

Rubio como presidente de Cuba

No mesmo domingo (11), Trump republicou uma postagem do X sugerindo que o secretário de Estado Marco Rubio, filho de imigrantes cubanos, deveria se tornar presidente de Cuba. A mensagem original, publicada em 8 de janeiro, dizia: “Marco Rubio será presidente de Cuba. 😂”. Ao compartilhar a imagem na Truth Social, Trump escreveu: “Por mim, tudo bem!”.

Rubio nasceu em Miami, no estado da Flórida, filho de imigrantes cubanos.

Na ocasião, Trump declarou que Cuba não terá mais acesso ao petróleo ou ao dinheiro da Venezuela e que o país não precisa mais da segurança cubana recebida em troca do combustível enviado para a ilha caribenha. Ele enfatizou que Cuba deve “fazer um acordo antes que seja tarde” e que a Venezuela não é mais um país refém, pois agora “tem os EUA, as forças armadas mais poderosas do mundo para protegê-la”.

Em resposta no X, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez, escreveu que “como qualquer país, Cuba tem o direito absoluto de importar combustível dos mercados dispostos a exportá-lo e que exerçam seu direito de desenvolver suas relações comerciais sem interferência ou subordinação a medidas coercitivas unilaterais impostas pelos EUA”. Rodriguez negou que Cuba recebesse compensação monetária por serviços de segurança prestados à Venezuela ou qualquer outro país.

No domingo (4), um dia após a remoção de Maduro, Trump havia dito que Cuba “está pronta para cair”. “Não acho que precisamos de nenhuma ação”, afirmou. “Parece que está caindo”. “Não sei se eles irão se manter, mas Cuba, agora, não tem renda”, acrescentou. “Eles ganhavam sua renda da Venezuela, do petróleo venezuelano.”

Cuba, sancionada economicamente pelos EUA desde os anos 1960 e localizada a apenas 145 km do sul da Flórida, recebe recursos da Venezuela desde a aproximação de Maduro com o regime iniciado por Fidel Castro. A Venezuela supostamente fornece cerca de 30% do petróleo consumido em Cuba, o que deixa Havana exposta em caso de colapso do fornecimento na ausência de Maduro.

Com informações do portal g1.

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