O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste sábado (28) que há indícios de que o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, morreu após um ataque conjunto de Israel e Estados Unidos contra o país. Em pronunciamento, Netanyahu declarou que as forças israelenses destruíram o complexo usado por Khamenei, e disse que elementos indicam que o líder supremo não sobreviveu ao ataque.

“Não percam a oportunidade. Esta é uma oportunidade que surge uma vez por geração”, afirmou Netanyahu, em apelo direto à população iraniana para que se una, vá às ruas e proteste contra o regime. Em inglês, o premiê acrescentou: “A ajuda chegou”, referindo-se a uma publicação anterior do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que em janeiro mencionou o envio de “ajuda” a manifestantes contrários a Khamenei.
O ataque, realizado na manhã deste sábado, atingiu centenas de alvos militares iranianos, incluindo lançadores de mísseis, segundo o Exército israelense. Netanyahu destacou que a ofensiva eliminou comandantes da Guarda Revolucionária do Irã e altos funcionários ligados ao programa nuclear iraniano.
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Imagens de satélite revelaram danos significativos ao complexo do líder supremo em Teerã. Mísseis também atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e instalações associadas ao aiatolá na capital, além de explosões registradas em cidades como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah.
De acordo com a imprensa iraniana, baseada em dados da rede humanitária Crescente Vermelho, o ataque deixou 201 mortos e 747 feridos. Entre as vítimas, 85 pessoas morreram em uma escola de meninas no sul do país, e outras 15 em um ginásio na mesma região. O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, foram mortos nos ataques israelenses, conforme três fontes ouvidas pela agência Reuters.
Até o momento, o governo iraniano não confirmou a morte de Khamenei, que não fez aparições públicas desde o ataque. À ABC News, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que o líder supremo está “bem e seguro”. Uma fonte consultada pela Reuters indicou que Khamenei estava fora de Teerã no momento da ação.
Em retaliação, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel, acionando sirenes de alerta no território israelense. Ataques iranianos também atingiram bases americanas no Oriente Médio, com explosões registradas em países como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes Unidos — nações que abrigam instalações dos EUA. Prédios residenciais foram danificados no Bahrein, segundo o governo local, e uma pessoa morreu em Abu Dhabi após interceptação de mísseis iranianos; uma explosão foi ouvida em Dubai. Na Síria, quatro pessoas morreram após um míssil iraniano atingir um prédio, informou a Reuters.
O Exército dos Estados Unidos relatou que nenhum militar americano ficou ferido, e os danos às bases no Oriente Médio foram “mínimos”. O Estreito de Ormuz, rota crucial para o petróleo mundial, foi fechado por motivos de segurança, de acordo com a agência estatal iraniana Tasnim.
A escalada do conflito levou companhias aéreas a suspenderem voos para o Oriente Médio. As operações no aeroporto de Dubai foram paralisadas, e dois voos provenientes de São Paulo com destino a Dubai e Doha precisaram retornar.
Com informações do portal g1.