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Guarda Revolucionária do Irã anuncia ataque contra o gabinete de Benjamin Netanyahu; Israel não confirma
Termômetro da Política
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A Guarda Revolucionária do Irã anunciou na manhã desta segunda-feira (2) que realizou um ataque contra o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em Tel Aviv. A informação foi divulgada pela agência de notícias AFP, mas o governo de Israel ainda não confirmou o suposto ataque nem se pronunciou oficialmente sobre o episódio.

Além deste ataque, novos bombardeios foram direcionados a outras cidades israelenses (Foto: Reprodução/X)

De acordo com o comunicado da Guarda Revolucionária, o alvo principal foi o gabinete de Netanyahu na capital israelense. A mesma força militar iraniana informou ter atingido também a sede do comandante da força aérea de Israel. Além disso, novos bombardeios foram direcionados a outras cidades israelenses, incluindo instalações governamentais e centros militares em Haifa e Jerusalém Oriental.

Em meio à escalada do conflito, o chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, reforçou a posição de Teerã contra qualquer negociação. Em declaração que contradiz afirmação anterior do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o Irã estaria interessado em diálogo para encerrar as hostilidades, Larijani alertou os países da região sobre o uso de suas bases militares por forças norte-americanas: “Aos países da região: não vamos atacá-los. Mas, quando bases localizadas em seus países forem usadas contra nós, e quando os Estados Unidos conduzirem operações na região a partir dessas forças, alvejaremos essas bases. Essas bases não estão em seu território; estão em território americano”.

Os ataques coordenados por Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciados no sábado (28), já resultaram em ao menos 555 mortes no país persa, segundo balanço divulgado pelo grupo humanitário que atua em nações muçulmanas por meio de mensagem no Telegram: “Após os ataques terroristas sionista-americanos executados em várias regiões do país, lamentavelmente 555 pessoas morreram até o momento”. O mesmo relatório aponta 747 feridos. Pelo menos 131 cidades iranianas foram afetadas pelos bombardeios, com Teerã entre as mais impactadas. O Palácio de Golestan, patrimônio mundial da Humanidade na capital iraniana, sofreu danos parciais em ataque ocorrido na noite de ontem, com quebra de espelhos, janelas e portas.

Na retaliação iraniana, instalações norte-americanas em países como Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein foram atingidas. O governo dos EUA classificou os danos às suas bases como “mínimos” e reiterou que os ataques ao Irã prosseguirão até que “todo seus objetivos sejam atingidos”, conforme declaração da Casa Branca.

O Hezbollah, grupo extremista libanês aliado ao Irã, entrou no conflito em apoio a Teerã. Em retaliação pela morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano assassinado aos 86 anos nos ataques iniciais, o Hezbollah realizou bombardeios contra Haifa, em Israel. Não há relatos de feridos israelenses nesse episódio. Israel respondeu com bombardeios em território libanês, que deixaram ao menos 31 mortos e 149 feridos, de acordo com o Ministério da Saúde do Líbano.

Com informações do portal UOL.

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