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Trump defende guerra em primeira fala pública após iniciar ataque ao Irã
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta segunda-feira (2) a ofensiva militar contra o Irã, classificando os ataques como “a nossa última e melhor chance de eliminar a ameaça do regime iraniano”. Em sua primeira declaração pública sobre o conflito, Trump afirmou que a guerra deve se estender por “quatro ou cinco semanas, ou mais”, com o objetivo de destruir mísseis, desmantelar a Marinha iraniana e interromper as “ambições nucleares” do país, além de cortar o financiamento do governo iraniano a grupos terroristas.

Trump afirmou que a guerra representa "nossa última e melhor chance para atacar e eliminar a ameaça intolerável representada pelo Irã"
Trump afirmou que a guerra representa “nossa última e melhor chance para atacar e eliminar a ameaça intolerável representada pelo Irã” (Foto: Divulgação/Casa Branca)

Durante cerimônia na Casa Branca para entrega de medalhas de honra a veteranos das guerras do Vietnã e do Afeganistão, Trump indicou que não pretende retomar negociações com Teerã, após tentativas frustradas de acordo sobre não proliferação de armas nucleares. “Não dá lidar com essas pessoas”, discursou o presidente americano.

Trump reiterou que o Irã tentou reconstruir seu programa nuclear e expandia “rapida e dramaticamente” seu programa de mísseis, representando ameaça colossal aos EUA, às bases militares americanas no Oriente Médio e à Europa. Ele comemorou ter derrubado “o horrível acordo nuclear” negociado pelo ex-presidente Barack Obama.

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O presidente afirmou que a guerra representa “nossa última e melhor chance para atacar e eliminar a ameaça intolerável representada pelo Irã”, destacando que os EUA “eliminamos a liderança [iraniana] em 1 hora”. Segundo Trump, as forças americanas estão destruindo capacidades de mísseis existentes e futuras do Irã, além de terem afundado pelo menos 10 navios iranianos.

Os objetivos declarados da guerra incluem: “Garantir que o Irã nunca tenha uma arma nuclear”; “Garantir que o regime do Irã não consiga mais financiar os grupos terroristas do Oriente Médio”. Trump acrescentou: “Achamos que tínhamos um acordo, aí eles deram para trás. De novo, achamos que tínhamos fechado um acordo, e eles novamente deram para trás. Uma hora falamos chega”.

Mais cedo, em entrevista à CNN Internacional, o presidente afirmou que a “grande leva de ataques ao Irã ainda está por vir”.

A cerimônia também homenageou soldados mortos no conflito. Até o momento, quatro militares americanos tiveram suas mortes confirmadas pelas Forças Armadas dos EUA, com outros 18 feridos em estado grave após ataques retaliatórios iranianos, conforme a CNN Internacional.

No domingo (1º), o Pentágono anunciou que três militares foram mortos e cinco ficaram gravemente feridos em contra-ataque iraniano aos bombardeios conjuntos de EUA e Israel contra o Irã no sábado (28). Em comunicado, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA informou que um dos feridos não resistiu e faleceu nesta segunda-feira.

De acordo com a rede NBC, os militares atingidos estavam lotados no Kuwait, um dos principais aliados dos EUA na região, que abriga diversas bases americanas. “Vários outros sofreram ferimentos leves por estilhaços e concussões e estão em processo de retorno ao serviço. As principais operações de combate continuam e nossos esforços de resposta estão em andamento”, publicou a central de comando americana no X.

Com informações do portal g1.

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