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Petróleo brent dispara até quase US$ 120 e bolsas globais desabam com escalada da guerra no Oriente Médio
Termômetro da Política
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Os mercados financeiros registraram forte turbulência nesta segunda-feira (9), com os preços do petróleo subindo expressivamente e as principais bolsas mundiais operando em queda acentuada, em meio à perspectiva de uma guerra prolongada no Oriente Médio que entra na segunda semana sem sinais de trégua.

Cerca de 20% do comércio global de petróleo passa pelo Estreito de Hormuz
Cerca de 20% do comércio global de petróleo passa pelo Estreito de Ormuz; tráfego permanece suspenso desde o início da guerra (Foto: Reprodução/Nasa)

O barril do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançava 12,59% por volta das 9h (horário de Brasília), cotado a US$ 102,34. Durante a madrugada, o contrato chegou a saltar 30%, alcançando US$ 119,48. Já o Brent do Mar do Norte, benchmark global, subia 12,04%, negociado a US$ 103,85, após superar a marca de US$ 119 no pico do dia. Os contratos futuros de gás natural na Europa, medidos pelo TTF holandês, disparavam 30%, para 69,50 euros (quase US$ 80).

A escalada nos preços da energia decorre de ataques recentes que atingiram campos de petróleo no sul do Iraque e na região autônoma curda, no norte do país, reduzindo a produção local. Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait também cortaram a oferta após ataques iranianos em seus territórios. O tráfego no Estreito de Ormuz — por onde transita cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo — permanece suspenso desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

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Nos mercados acionários, as bolsas asiáticas ampliaram as perdas da semana anterior. Seul fechou em queda de 5,96%, enquanto Tóquio recuou 5,2%. Hong Kong, Xangai, Taipei, Sydney, Singapura, Manila e Wellington também encerraram o pregão no vermelho. Na Europa, Paris caía 2,59%, Frankfurt recuava 2,47%, Londres perdia 1,57%, Madri cedia 2,87% e Milão, 2,71%.

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street já acumulavam queda superior a 2% na semana passada, enquanto o dólar se fortalecia como ativo de proteção em meio à incerteza global.

Os países do G7 avaliam recorrer de forma coordenada às reservas estratégicas de petróleo para tentar conter a disparada dos preços. Uma fonte do governo francês confirmou que o tema será discutido em videoconferência entre os ministros das Finanças. A Agência Internacional de Energia (AIE) exige que seus membros mantenham estoques equivalentes a 90 dias de importações.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou o impacto da alta do petróleo em publicação na plataforma Truth Social: “O aumento de curto prazo dos preços do petróleo, que cairão rapidamente quando a ameaça nuclear do Irã for eliminada, é um preço muito pequeno a pagar pela segurança e pela paz dos Estados Unidos e do mundo”. Ele acrescentou: “APENAS OS TOLOS PENSARIAM O CONTRÁRIO!”.

Analistas, porém, alertam para consequências mais graves. “O choque mais profundo está se espalhando pela cadeia produtiva”, afirmou Stephen Innes, da SPI Asset Management. Segundo ele, “o petróleo acima de 100 dólares não representa apenas uma alta das commodities. Torna-se um imposto sobre a economia global”.

Com informações do portal g1.

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