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Trump afirma que seleção do Irã não deveria participar da Copa do Mundo por razões de segurança
Termômetro da Política
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (11) que a seleção iraniana de futebol seria “bem-vinda” para disputar a Copa do Mundo de 2026, mas recomendou que o país não participe por motivos de segurança pessoal dos jogadores.

Trump afirmou que a guerra representa "nossa última e melhor chance para atacar e eliminar a ameaça intolerável representada pelo Irã"
Declaração foi feita por Trump em postagem na rede Truth Social (Foto: Divulgação/Casa Branca)

A declaração foi feita em postagem na rede Truth Social, plataforma criada pelo próprio Trump em 2022 como alternativa ao X (antigo Twitter). Trump escreveu: “A seleção Iraniana de futebol é bem-vinda para a Copa do Mundo, mas eu realmente não acredito que seja apropriado eles estarem lá, para sua própria vida e segurança. Obrigado pela atenção nesse assunto”.

O comentário responde diretamente ao posicionamento do ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, que na quarta-feira afirmou que o país não disputará o Mundial. Donyamali criticou o governo americano e citou a morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei, assassinado em 28 de fevereiro em ataque coordenado por Estados Unidos e Israel, que deu início à guerra atual, já no 12º dia.

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“Considerando que este regime corrupto (os EUA) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo”, afirmou Donyamali à TV Estatal do Irã.

O Irã se classificou para a Copa de 2026 como líder do Grupo A nas Eliminatórias da Ásia, com sete vitórias em dez jogos. No sorteio, a seleção foi colocada no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Os três jogos da primeira fase seriam disputados nos Estados Unidos: dois em Los Angeles e um em Seattle.

Caso o Irã confirme a desistência, a Fifa decidirá quem ocupará a vaga, já que o regulamento da competição, publicado no ano passado, não estabelece critérios específicos para substituições. O documento prevê multas de pelo menos 250 mil francos suíços (cerca de R$ 1,6 milhão) para seleções que desistirem até 30 dias antes do início do torneio, valor que dobra se a retirada ocorrer no mês anterior à partida de abertura. As equipes também devem reembolsar a Fifa por despesas relacionadas à preparação e outros custos vinculados ao evento.

A declaração de Trump ocorre em contexto de forte tensão geopolítica entre Estados Unidos, Israel e Irã, com impactos diretos no cenário esportivo internacional. A Fifa ainda não se manifestou sobre a possível ausência iraniana ou sobre as declarações do presidente americano.

Com informações do portal ge.

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