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Trump fala em ‘negociações sérias’ para encerrar guerra no Irã, mas faz nova ameaça
Termômetro da Política
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou nesta segunda-feira (30) que o país está empenhado em tratativas para finalizar o conflito com o Irã, embora tenha acompanhado o anúncio de novas e severas ameaças militares. Segundo o líder norte-americano, Washington mantém diálogos com o que descreveu como um novo comando em Teerã, apesar de não existirem evidências formais de uma troca de regime no país persa após os assassinatos de autoridades de alto escalão durante o confronto, que já entra em seu segundo mês. Por outro lado, o governo iraniano rebateu as declarações, classificando as propostas dos EUA como desproporcionais e distantes da realidade política atual.

Recuo de Donald Trump ocorre após a Guarda Revolucionária do Irã ameaçar fechar “completamente” o Estreito de Ormuz
Trump disse ao jornal “Financial Times” que as negociações indiretas com Teerã, que ocorrem com intermédio do Paquistão, estavam avançando bem e afirmou que “um acordo pode ser feito rapidamente” (Foto: Divulgação/Casa Branca)

Em publicação na rede social Truth Social, o presidente norte-americano detalhou as condições para a interrupção das operações militares, condicionando a paz à aceitação de termos específicos e à liberação imediata de rotas marítimas estratégicas.

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“Os Estados Unidos estão em negociações sérias com um NOVO, E MAIS RAZOÁVEL, REGIME para encerrar nossas operações militares no Irã. Grande progresso foi feito, mas, se por qualquer motivo um acordo não for alcançado em breve —o que provavelmente acontecerá— e se o Estreito de Ormuz não for imediatamente “aberto para negócios”, encerraremos nossa “agradável” permanência no Irã explodindo e obliterando completamente todas as suas usinas de geração de energia, poços de petróleo e a ilha de Kharg (e possivelmente todas as usinas de dessalinização!), que deliberadamente ainda não “tocamos”. Isso será uma retaliação pelos muitos soldados e outros que o Irã massacrou e matou ao longo dos 47 anos de “reinado de terror” do antigo regime”, declarou Trump.

A postura da Casa Branca, no entanto, é contestada pelo Ministério das Relações Exteriores do Irã. O porta-voz Esmail Baghaei negou a existência de qualquer diálogo direto entre as nações até o momento, informando que a comunicação tem ocorrido estritamente por meio de intermediários, como o Paquistão. Baghaei questionou a seriedade da diplomacia de Washington e reforçou a insatisfação com o conteúdo das mensagens recebidas.

“Não tivemos nenhuma negociação direta com os EUA até o momento. O que houve foram mensagens recebidas por meio de intermediários, indicando o interesse dos EUA em negociar. Não sei quantos, nos EUA, levam a sério a alegada diplomacia americana! O Irã teve sua posição clara desde o início da guerra, ao contrário da outra parte. O que nos foi transmitido foram demandas excessivas e fora da realidade”, afirmou o porta-voz iraniano.

Ao jornal “Financial Times”, Trump falou sobre a possibilidade de uma escalada econômica e militar ainda mais drástica, mencionando que seu Exército “poderia pegar o petróleo no Irã” e assumir o controle da ilha de Kharg, ponto geográfico vital por onde escoam 90% das exportações petrolíferas iranianas. O impasse ocorre enquanto Washington tenta pressionar o regime iraniano a aceitar um cessar-fogo sob as condições impostas pela atual administração norte-americana.

Com informações de portal g1.

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