A Nasa tem previsto para esta quarta-feira (1º) o lançamento da Missão Artemis II, que marcará o primeiro voo tripulado em torno da Lua em mais de 50 anos. O foguete SLS, acoplado à nave Orion, deve decolar do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida, às 18h24 no horário local.

Devido à trajetória de voo muito específica, o lançamento só poderá ocorrer em janelas horárias precisas. Caso não seja possível nesta quarta, há oportunidades diárias até 6 de abril e novamente no final do mês, segundo a agência noticiosa France-Presse.
O comandante da missão, Reid Wiseman, afirmou no domingo (29) que a equipe está preparada, embora reconheça que problemas técnicos ou meteorológicos possam exigir novas tentativas. “Estamos prontos para partir, a equipe está pronta e o veículo pronto para arrancar, mas nem por um segundo temos a expectativa de que vamos levantar voo”, disse Wiseman na última entrevista virtual dos astronautas antes do lançamento. “Podemos ir até à plataforma e ter de tentar mais algumas vezes, e estamos 100% preparados para isso”, acrescentou.
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A missão Artemis tem como objetivo levar os norte-americanos de volta à Lua para estabelecer uma presença sustentável e preparar futuras viagens a Marte. Após o voo de teste não tripulado realizado em 2022, a Nasa busca agora validar o funcionamento do foguete SLS e da nave Orion com tripulantes a bordo, antes da tentativa de pouso lunar prevista para a missão Artemis IV, em 2028.
A tripulação é histórica: Reid Wiseman, de 50 anos, ex-piloto de testes da Marinha e ex-chefe dos astronautas da Nasa, comandará a missão. Ele será acompanhado pelo piloto Victor Glover, de 49 anos, primeiro homem negro a viajar para a Lua, pela engenheira Christina Koch, de 47 anos, e pelo canadense Jeremy Hansen, de 50 anos, ex-piloto de caças da Agência Espacial Canadense — o primeiro não americano a sobrevoar a Lua.
Após a decolagem, a Orion entrará em órbita da Terra para realizar verificações e manobras de segurança. Se tudo correr bem, a nave ganhará impulso para deixar a órbita terrestre e iniciar a viagem de três a quatro dias até a Lua. Durante o percurso, serão realizados testes e experimentos científicos.
Ao chegar próximo à Lua, os astronautas entrarão em órbita lunar e sobrevoarão o lado oculto do satélite, podendo superar o recorde de distância da Terra estabelecido pela missão Apollo 13. As observações ajudarão a Nasa a definir o local de pouso da Artemis IV, no polo sul lunar, região nunca antes visitada por humanos.
A trajetória da Orion segue o perfil de “retorno livre”, projetado para que a nave seja atraída pela Lua e depois retorne naturalmente à Terra. A viagem de volta deve durar três ou quatro dias e culminará na reentrada atmosférica — um dos momentos mais críticos da missão —, com o pouso previsto no Oceano Pacífico, próximo à costa da Califórnia.
Diferentemente do programa Apollo, a Artemis conta com ampla colaboração internacional, especialmente com agências europeias, e com o setor privado, incluindo a SpaceX e a Blue Origin, responsáveis pelo desenvolvimento dos módulos de aterrissagem lunar.
Com informações da Agência Brasil.