O Irã derrubou nesta sexta-feira (3) um segundo avião de combate americano, um A-10 Thunderbolt II, na região do Golfo Pérsico, próximo ao Estreito de Ormuz. Mais cedo, as forças iranianas já haviam abatido um caça F-15E no sul do país.

De acordo com o governo iraniano, o A-10 foi interceptado pelos sistemas de defesa aérea e atingido nas águas do sul, perto do Estreito de Ormuz. A agência Fars informou que “uma aeronave modelo A-10, pertencente ao inimigo americano-sionista agressor, foi alvo após ter sido detectada e enfrentada pelos sistemas da rede integrada de defesa aérea do país”.
O piloto do A-10 conseguiu se ejetar e foi resgatado por forças americanas, conforme confirmou a rede CBS. O jornal The New York Times também noticiou a queda da aeronave.
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No caso do F-15E, abatido anteriormente no sul do Irã, havia dois tripulantes a bordo. Um deles foi resgatado com ferimentos leves. O outro membro da tripulação ainda é procurado pelas forças norte-americanas. O vice-governador da província de Kohgiluyeh-Boyerahmad informou que os Estados Unidos estão utilizando caças e helicópteros na operação de busca.
O centro de comando militar dos EUA não se manifestou oficialmente sobre os dois ataques.
O presidente Donald Trump comentou os incidentes em entrevista à NBC News. Questionado sobre o tema, ele afirmou: “Isto é guerra. Estamos em guerra”. Trump disse que os ataques aos aviões não vão interromper as negociações com Teerã e não deu detalhes sobre as buscas pelo piloto desaparecido.
Na véspera, Trump havia ameaçado destruir usinas de eletricidade iranianas caso o Irã não aceitasse encerrar a guerra iniciada há mais de um mês. “Nós poderemos atingir cada uma das usinas geradoras de eletricidade com muita força e provavelmente de forma simultânea”, disse o presidente americano, acrescentando que os objetivos militares dos EUA na região estão próximos de serem alcançados e que novos ataques à infraestrutura de energia do Irã podem ocorrer nas próximas semanas.
Com informações do portal UOL.