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China executa cidadão naturalizado francês condenado por tráfico de drogas
Termômetro da Política
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A China confirmou neste domingo (5) a execução do francês Chan Thao Phoumy, de 62 anos, condenado à morte em 2010 por tráfico de drogas. Pequim rebateu as críticas feitas pelo governo francês e afirmou que aplica a lei de forma igualitária, sem distinção de nacionalidade.

Phoumy estava entre um grupo de 89 suspeitos presos em 2005 por tráfico de drogas na China
Phoumy estava entre um grupo de 89 suspeitos presos em 2005 por tráfico de drogas na China (Foto: Reprodução/China Daily News)

Chan Thao Phoumy, nascido no Laos e naturalizado francês, foi preso em 2005 junto com outros 88 suspeitos. Ele foi condenado inicialmente à prisão perpétua em 2007 e, três anos depois, à pena capital. A acusação era de participação em uma rede de tráfico de metanfetamina.

Em comunicado divulgado na noite de sábado, o Ministério das Relações Exteriores da França disse ter recebido “com consternação” a notícia da execução, “apesar dos esforços das autoridades francesas, inclusive para obter uma absolvição por clemência por razões humanitárias”. O texto acrescentou: “Lamentamos particularmente que a equipe de defesa do Sr. Chan não tenha tido acesso à audiência final, o que constitui uma violação de seus direitos”.

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Ao jornal Le Monde, o Ministério das Relações Exteriores da China respondeu que “o combate ao tráfico de drogas é uma responsabilidade compartilhada por todos os países” e que, no país, “os réus são tratados de forma igualitária, independentemente de sua nacionalidade”.

A China já executou diversos estrangeiros por tráfico de drogas, embora não divulgue estatísticas sobre a aplicação da pena de morte. A posse de pelo menos 50 gramas de heroína ou metanfetamina é passível de pena capital no país.

O tema é tratado por Pequim como questão de soberania nacional, mesmo quando as execuções geram incidentes diplomáticos com países que aboliram a pena de morte.

Na época da condenação de Chan Thao Phoumy, foram executadas penas de morte de vários estrangeiros, como quatro japoneses e o britânico Akmal Shaikh, o primeiro europeu desde 1951 condenado à morte por tráfico de drogas na China.

Mais recentemente, em março de 2025, quatro réus com cidadania canadense foram executados, apesar dos protestos de Ottawa.


Com informações do portal UOL.

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