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Na Argentina, crise econômica extrema leva moradores a caçar e consumir gatos em bairro de Córdoba
Termômetro da Política
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Moradores do bairro Güemes, em Córdoba, denunciam que pessoas em situação de rua estão caçando e matando gatos domésticos para se alimentar, em um reflexo dramático da grave crise econômica que assola a Argentina. Os relatos ganharam visibilidade após vídeos e depoimentos circularem em veículos locais, como o Canal 10 de Córdoba. Vizinhos descrevem cenas perturbadoras, com animais tendo suas peles arrancadas e cozidos em fogueiras improvisadas nas ruas ou praças da região.

Ajuste fiscal rigoroso implementado pelo governo de Javier Milei causou aumento significativo dos índices de pobreza (Foto: Reprodução/X)

Uma moradora relatou ao Canal 10 de Córdoba que seu filho presenciou o momento em que um gato era preparado para consumo: “Meu filho viu como eles tiravam a pele de um gato e o cozinhavam em uma fogueira”.

As denúncias evocam memórias dolorosas da crise de 2001, quando imagens de famílias consumindo gatos em Rosario se tornaram símbolo do colapso econômico argentino. Agora, relatos semelhantes ressurgem em meio ao ajuste fiscal rigoroso implementado pelo governo de Javier Milei, com inflação acumulada que chegou a superar 280% em períodos recentes e um aumento significativo dos índices de pobreza.

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Publicações nas redes sociais comparam diretamente as duas crises: “Voltamos al 2001. Voltam a comer gatos” é uma das frases que se repetem em posts e comentários.

A situação afeta especialmente as camadas mais vulneráveis, com relatos de que animais de estimação soltos nas ruas estão sendo capturados para servir de alimento. Em alguns vídeos, moradores expressam indignação e medo pela segurança de seus próprios pets.

Até o momento, as autoridades locais de Córdoba e órgãos de proteção animal ainda não divulgaram um posicionamento oficial detalhado sobre as denúncias específicas do bairro Güemes. Especialistas em direitos animais e assistentes sociais apontam que a fome extrema, combinada com o crescimento do número de pessoas em situação de rua, tem levado a comportamentos de sobrevivência desesperados.

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