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Ferrari Luce: conheça o primeiro elétrico da marca, que chega ao Brasil em 2027 e gera polêmica pelo visual
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O Festival da Velocidade de Goodwood reuniu supercarros de diversas marcas, mas a Ferrari Luce, primeiro modelo elétrico da fabricante italiana, fez sua aparição pública de forma discreta. O crossover de 1.050 cv ficou restrito a um espaço reservado para clientes e convidados, longe do olhar da maioria dos fãs.

Toda a produção até o final de 2027 do novo Ferrari Luce já está vendida (Foto: Divulgação/Ferrari)

Do ponto de vista comercial, a Ferrari não tem motivos para reclamar. O lote inicial de 88 unidades destinadas ao mercado chinês esgotou antes mesmo de o carro chegar à Ásia. Toda a produção até o final de 2027 já está vendida. O modelo está confirmado para o Brasil, com lançamento previsto para o ano que vem.

Visual e dimensões

A Luce não estava exposta abertamente no evento britânico. Para vê-la, era necessário atravessar o camarote e passar por uma grossa cortina cinza, em um ambiente ainda mais quente sob os 33°C de Goodwood.

O grande ponto de crítica dos fãs é a falta de identidade visual típica da Ferrari. O crossover é distinto de qualquer outro esportivo já produzido em Maranello e não lembra nem a Purosangue, o primeiro SUV da marca. A proposta parece intencional: ao criar um carro elétrico, a Ferrari optou por atrair um novo público em vez de tentar agradar apenas os puristas.

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Ao vivo, o porte impressiona. São 5,02 metros de comprimento, 2 metros de largura e 2,96 m de entre-eixos — dimensões superiores às de um Porsche Taycan em todos os aspectos. As linhas arredondadas parecem menos exageradas do que nas fotos, mas ainda transmitem a sensação de que o carro poderia pertencer a outra marca. Os únicos elementos que remetem à Ferrari são a enorme faixa de fibra de carbono na coluna C e as lanternas circulares.

As rodas chamam atenção: 23 polegadas na frente e 24 polegadas na traseira, maiores que as de uma Ford F-150 (aro 20). Calçadas com pneus Pirelli P Zero E desenvolvidos especialmente para o modelo, com 55% de materiais de origem biológica e reciclados (incluindo resíduos da indústria de papel e casca de arroz), elas não parecem desproporcionais no conjunto.

Desempenho e autonomia

Os pneus ajudam a Luce a acelerar de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e de 0 a 200 km/h em 6,8 segundos, com velocidade máxima de 310 km/h. O desempenho vem de quatro motores elétricos — dois em cada eixo — que somam 1.050 cv (286 cv na frente e 843 cv atrás). A bateria de 122 kWh garante autonomia de 530 km, tornando-a a Ferrari mais econômica já criada.

Interior e praticidade

O acesso é feito por maçanetas escondidas. As portas traseiras têm abertura invertida (suicida) e acionamento elétrico. Por dentro, a Luce oferece espaço para cinco ocupantes, sem configuração 2+2.

O exemplar de Goodwood trazia estofamento na cor caramelo alaranjada. O painel, assinado pelo ex-designer da Apple Jony Ive, mistura elementos do passado, presente e futuro, com referências aos esportivos dos anos 1970. O cluster digital tem três telas redondas que emulam um painel analógico, e o volante multifuncional possui grande porção em alumínio. Os grafismos lembram os eletrônicos da Apple, com fontes legíveis e muitas cores.

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O motorista pode escolher entre os modos Range, Tour e Performance. O sistema Torque Shift Engagement oferece cinco níveis de potência e torque, acionados pelo lado direito, enquanto outro comando à esquerda ajusta a intensidade da frenagem.

O porta-malas, de abertura elétrica, tem 597 litros — mais que um Volkswagen Tiguan e pouco menos que um Jeep Commander —, volume expressivo para um carro esportivo.

Após meia hora, os jornalistas foram convidados a deixar o espaço para uma apresentação privada a clientes interessados. O preço da Luce começa em 550 mil euros (quase R$ 3,2 milhões na cotação do dia).

Com informações do portal Autoesporte.

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