A Fundação Cacique Cobra Coral (FCCC) anunciou nesta segunda-feira (27) a suspensão de suas atividades de assistência climática na Argentina. A decisão interrompe uma cooperação histórica iniciada durante a Guerra das Malvinas e a gestão de Raúl Alfonsín, primeiro presidente eleito democraticamente pelo país vizinho nos anos 80, após longo período de regime militar.

A instituição condiciona a retomada do suporte técnico místico a um pedido formal de desculpas por parte do governo argentino, alegando a ocorrência de um “ataque político” do presidente Javier Milei contra o Brasil.
Em nota nas redes sociais, a FCCC afirma que sua atuação em território argentino acumula episódios de intervenção em momentos críticos. Em janeiro de 1989, a fundação registrou uma operação para auxiliar o país vizinho durante uma severa crise energética e de abastecimento elétrico.
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Naquela ocasião, a entidade, que mantém convênios no Brasil com o Ministério de Minas e Energia, utilizou a mediação de Adelaide Scritori para influenciar o clima e atrair chuvas para bacias hidrográficas. O objetivo era elevar o nível dos reservatórios das hidrelétricas afetadas pela seca, em manobras denominadas “operações antiapagão”.
A interrupção dos serviços ocorre em um momento meteorológico sensível, marcado pelo início do fenômeno El Niño. Segundo comunicados da fundação, a Argentina ficará “por sua conta e risco” na área climática enquanto perdurar o impasse diplomático.
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Em mensagens direcionadas aos novos ocupantes da Casa Rosada, a FCCC reforçou que as relações bilaterais não são recentes e que governantes “passam”, sugerindo a necessidade de respeito à continuidade do trabalho realizado pela instituição.
Com informações da CNN.