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André Mendonça concede prisão domiciliar a investigado por fraudes no INSS devido a quadro de saúde grave
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), converteu a prisão preventiva de Silvio Roberto Machado Feitoza, investigado por fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em prisão domiciliar. A decisão, publicada na sexta-feira (16), considera o agravamento do quadro clínico do suspeito, que apresenta risco efetivo de morte.

Decisão do ministro André Mendonça considera o agravamento do quadro clínico do suspeito (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)

Segundo a defesa, Feitoza está internado desde a semana passada em estado clínico grave. O investigado passou por procedimento de cateterismo e angioplastia, com implante de stent, após diagnóstico de isquemia miocárdica provocada por obstrução de cerca de 90% das artérias coronárias. A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente ao pedido.

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Feitoza foi preso em dezembro do ano passado pela Polícia Federal no inquérito que apura irregularidades no pagamento de descontos associativos indevidos a aposentados e pensionistas do INSS. A investigação aponta que ele integrava o núcleo operacional do esquema liderado por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

De acordo com os investigadores, o suspeito exercia funções típicas de um diretor financeiro, sendo responsável por gerenciar contas bancárias, coordenar pagamentos, assessorar negociações estratégicas e participar de operações voltadas à ocultação e dissimulação patrimonial, práticas associadas à lavagem de dinheiro.

Na decisão, Mendonça afirmou que, diante das informações atualizadas sobre o estado de saúde do investigado, tornou-se desproporcional a manutenção da custódia em estabelecimento prisional. O ministro ressaltou, contudo, a gravidade dos crimes apurados e a necessidade de medidas para resguardar a investigação.

Além da prisão domiciliar, foram determinadas a utilização de tornozeleira eletrônica, a entrega de todos os passaportes à Polícia Federal em até 48 horas e a proibição de contato com outros investigados da Operação Sem Desconto, que apura crimes relacionados a descontos indevidos em benefícios previdenciários.

Com informações do Correio Braziliense.

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