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STF arquiva investigação contra 2 delegados da PF acusados de tentar barrar eleitores em 2022
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (22) o arquivamento das investigações contra pessoas acusadas de planejar o bloqueio do deslocamento de eleitores durante o segundo turno das eleições de 2022. O caso teve origem no dia 30 de outubro daquele ano, quando a Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou blitze que interferiram na movimentação de votantes, com foco desproporcional na região Nordeste. Segundo relatórios da época, a corporação fiscalizou 2.185 ônibus no Nordeste contra 571 no Sudeste entre os dias 28 e 30 de outubro.

Moraes afirmou que Jair Bolsonaro liderou a organização criminosa pela trama golpista
Moraes acolheu o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que não há provas suficientes contra Alfredo de Souza Lima Coelho Carrijo e Leo Garrido de Salles Meira (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Em relação aos delegados da Polícia Federal Alfredo de Souza Lima Coelho Carrijo e Leo Garrido de Salles Meira, que haviam sido indiciados pela PF em agosto de 2024, o ministro acolheu o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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O órgão ministerial concluiu que não há provas suficientes de autoria ou participação da dupla na articulação do plano, o que resultou no encerramento do processo para ambos. Já quanto ao delegado Fernando Oliveira, ex-chefe interino da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, Moraes também determinou o arquivamento por ele já ter sido absolvido pelo STF na ação penal que tratava da trama golpista.

Para os demais envolvidos de maior destaque, o arquivamento ocorreu por critérios distintos. Nos casos do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, do ex-diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, e de Marília Ferreira de Alencar, o magistrado encerrou a investigação específica pois o grupo já foi condenado pelo Supremo por esse mesmo crime e dentro do mesmo contexto.

Atualmente, Torres e Vasques encontram-se detidos no 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, unidade situada dentro do Complexo Penitenciário da Papuda e conhecida como “Papudinha”, onde cumprem as penas impostas pela Corte.

Com informações de portal g1.

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