A Justiça da Paraíba decretou, na tarde deste domingo (25), a prisão preventiva do cantor paraibano João Lima, investigado por violência doméstica contra a esposa. A decisão foi proferida pelo juiz Bruno César Azevedo Isidro, no plantão judiciário do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), com o objetivo de garantir a ordem pública diante da gravidade dos fatos apurados.

Conforme consta na decisão judicial, as agressões ocorreram em 18 de janeiro, ocasião em que o cantor “teria agredido a vítima com socos, apertos na mandíbula e amordaçamento para silenciar seus gritos”. Ainda segundo o texto, ele teria entregue uma faca à esposa, ordenando que ela se matasse. Três dias depois, o artista teria comparecido à residência da mãe da vítima e proferido ameaças, afirmando que iria “acabar com a vida dela, caso não reatasse o relacionamento e que, se ela tivesse outro relacionamento, iria matar ambos”.
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Além da prisão preventiva, o juiz concedeu medida protetiva em favor da vítima. João Lima está proibido de se aproximar da esposa, de frequentar a casa onde o casal residia e de manter qualquer contato com ela ou com familiares dela. A decisão estabelece distância mínima de 300 metros entre o cantor e a vítima, além de proibir sua presença em locais como shoppings e academias, visando preservar a integridade física e psicológica da mulher e evitar encontros indesejados.
O caso ganhou repercussão nacional no sábado (24), após a divulgação em redes sociais de vídeos que mostram o cantor agredindo fisicamente a esposa dentro da residência do casal. A vítima registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de João Pessoa e solicitou medidas protetivas à Justiça.
A advogada da vítima, Dayane Carvalho, informou que as agressões tiveram início durante a lua de mel do casal, em novembro de 2025. A defesa destacou que, ao longo dos dois anos de namoro anteriores ao casamento, não houve qualquer registro de violência. Parte dos episódios foi captada por câmeras internas da residência.
Até o momento, João Lima não se manifestou sobre a decisão judicial. A Polícia Civil da Paraíba prossegue com as investigações do caso.
Com informações do portal g1.