ads
Justiça - -
Investigados por venda de sentenças no TJMA usavam “conta-corrente da propina” para pagar luxos e reformas
Termômetro da Política
Compartilhe:

O esquema de venda de sentenças judiciais investigado pela Polícia Federal no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) contava com um mecanismo sofisticado para ocultar os pagamentos de propina: uma espécie de “conta-corrente” usada para quitar despesas pessoais dos envolvidos. Em vez de receber dinheiro em espécie, a propina era convertida diretamente em pagamentos de boletos, reformas e até mobília de um apartamento em São Paulo.

Propina era convertida diretamente em pagamentos de boletos, reformas e até mobília
Propina era convertida diretamente em pagamentos de boletos, reformas e até mobília (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

As despesas eram geradas, os boletos enviados por mensagem e, em seguida, quitados por intermediários do esquema. Parte dos valores foi destinada à compra de móveis e obras de arte para um imóvel na capital paulista.

Segundo a investigação, os custos do apartamento, incluindo benfeitorias, eram repassados dentro dessa dinâmica, sem movimentações financeiras diretas que pudessem levantar suspeitas imediatas. Após cada pagamento, os comprovantes eram enviados para controle interno dos envolvidos.

Leia também
Irã abate segundo caça dos EUA no Golfo Pérsico; equipes buscam tripulante desaparecido

Mensagens interceptadas pela PF revelam que havia um controle informal de saldos. Em uma das conversas, Lúcio questiona se ainda teria valores a receber, mencionando um montante inicial de R$ 250 mil.

O caso faz parte de um inquérito mais amplo que apura a venda de decisões judiciais e a atuação coordenada de assessores, advogados e outros envolvidos no esquema.


Com informações do portal Metrópoles.

Compartilhe:
Palavras-chave
polícia federaltjma