O Exército Brasileiro prendeu nesta sexta-feira (10) três militares que integram o grupo de sete condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no núcleo 4 da trama golpista. Um dos condenados, o coronel Reginaldo Abreu, está foragido nos Estados Unidos. O outro foragido é Carlos César Moretzsohn Rocha, que se encontra no Reino Unido.

Foram presos o major da reserva Ângelo Denicoli, preso em casa no Espírito Santo e que ficará custodiado no 38º Batalhão do Exército de Vila Velha (ES); o subtenente Giancarlo Rodrigues, que cumprirá pena no Batalhão do Exército em Brasília; e o tenente-coronel Guilherme Almeida, que também ficará no Batalhão do Exército em Brasília.
O agente da Polícia Federal Marcelo Bormevet já está preso desde 2024 e passou a cumprir a pena de forma definitiva nesta sexta (10).
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Militares da ativa possuem o direito de cumprir prisão provisória ou pena em estabelecimento militar, e não em presídios civis. A custódia é, portanto, de responsabilidade da própria Força, muitas vezes em unidades da Polícia do Exército.
Por isso, no caso dos três militares, a responsabilidade da prisão é do Exército Brasileiro, e não da Polícia Federal (PF). A PF será responsável por prender os demais condenados que não são militares. Eles também devem ser encaminhados a presídios civis, enquanto os integrantes das forças irão para comandos militares.
Os réus foram acusados de disseminar notícias falsas para criar instabilidade institucional que favorece uma tentativa de golpe de Estado.
Os sete réus foram condenados pelo Supremo em 21 de outubro do ano passado.
As penas impostas a cada um foram as seguintes:
Foram impostas ainda as seguintes medidas: pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos; inelegibilidade de todos os réus; perda do cargo para Marcelo Bormevet (agente da PF); comunicação ao STM para a declaração de indignidade para o oficialato para Ailton, Angelo, Guilherme, Giancarlo e Reginaldo; e encaminhamento da cópia da AP para o procedimento em que deve ser feita a retomada das investigações contra Valdemar Costa Neto.
Com informações do portal g1.