
A Prefeitura Municipal de João Pessoa lamentou profundamente o tumulto ocorrido nesta quinta-feira (22) no Centro Administrativo Municipal (CAM), localizado no bairro Água Fria. De acordo com a nota divulgada, um grupo de manifestantes teria invadido o local onde acontecia uma coletiva de imprensa para anunciar o lançamento do Projeto Papel Zero.
Em seguida, os manifestantes tentaram encurralar o prefeito Cícero Lucena (PP) e o perseguiram pelos corredores do CAM, ameaçando e insultando o gestor. Cícero estava protegido pela Guarda Municipal e, em resposta, ordenou que os agentes prendessem um dos manifestantes (assista ao vídeo abaixo).
Prefeitura de João Pessoa lamenta tumulto no Centro Administrativo Municipal pic.twitter.com/vaaeqV4Mll
— Termômetro da Política (@termo_politica) April 23, 2021
A Prefeitura de João Pessoa reiterou que está aberta ao diálogo com todas as entidades e representações sindicais.
Confira a íntegra da nota divulgada pela PMJP:
A Prefeitura de João Pessoa lamenta profundamente as cenas registradas na manhã desta quinta-feira (22) no Centro Administrativo Municipal (CAM). Sob a justificativa de obrigar uma audiência de supostos representantes da construção civil com o Executivo, um grupo de manifestantes promoveu a invasão do local com violência e tentou encerrar aos socos e pontapés uma entrevista coletiva.
A Prefeitura da Capital reitera que está aberta ao diálogo com todas as entidades ou representações sindicais, tendo inclusive recebido o Sindicato da Construção Civil (Sinduscon) na semana passada e o fará quantas vezes forem necessárias, desde que o respeito às normas de boa convivência ocorra.
Lamentavelmente, observamos, mais uma vez, que pessoas com interesses diversos se infiltraram na manifestação para provocar tumulto.
A Prefeitura registra ainda seu repúdio diante de atitudes ofensivas aos servidores públicos, que em seu estrito dever de cumprir o ordenamento social e evitar as aglomerações que ensejam riscos à contaminação pela Covid-19 tentaram conter a multidão.
Apelamos para o bom senso da categoria, lembrando que não será através de ofensas ou ameaças a servidores públicos que teremos avanço no diálogo.
Reiteramos nosso compromisso de cuidar das pessoas, preservando a vida e os direitos mais elementares, desde que sejam buscadas com respeito às normas legais e ao ordenamento jurídico nacional.