Política - -
Terror dos políticos: Tecnologia da PF acessa conteúdo integral de celulares, mesmo desligados
Termômetro da Política
Compartilhe:

Uma barreira tecnológica que antes parecia intransponível tornou-se a fonte de um “pânico” generalizado nos bastidores do poder na capital federal. O motivo é a capacidade técnica exclusiva da Polícia Federal de acessar o conteúdo integral de celulares apreendidos, mesmo que os aparelhos estejam desligados ou protegidos por senhas complexas.

Tecnologia bloqueia a entrada e saída de qualquer onda eletromagnética; caso o telefone se conectasse a uma rede Wi-Fi ou de dados móveis ao ser ligado, o conteúdo poderia ser apagado remotamente (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Diferente de outras forças policiais, que muitas vezes se limitam a ferramentas de desbloqueio de tela, a perícia da PF detém uma tecnologia superior. O foco do temor atual reside nos dispositivos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de seu cunhado, e do investidor Nelson Tanure — figuras conhecidas pelo trânsito intenso no mundo político.

O Escudo da “Gaiola de Faraday”

Para garantir que nenhuma informação seja perdida, os peritos utilizam um conceito fundamental da física: a “Gaiola de Faraday”. O uso dessa estrutura — que pode se apresentar como uma caixa ou bolsa metálica especial — é o que permite a manipulação dos aparelhos com segurança total.

Leia também
Conheça Layla Lima Ayub, delegada recém-empossada e presa por suspeita de atuar para membros do PCC

O funcionamento é estratégico: a estrutura bloqueia a entrada e saída de qualquer onda eletromagnética. Esse isolamento é vital porque, caso o telefone se conectasse a uma rede Wi-Fi ou de dados móveis ao ser ligado, o conteúdo poderia ser apagado remotamente por quem detém o controle da conta. Dentro deste ambiente isolado, os peritos trabalham com o dispositivo “isolado do mundo exterior”, o que garante a integridade da prova.

A “Devassa Total”

O que intensifica o clima de terror em Brasília é a natureza do procedimento. De acordo com informações técnicas, a tecnologia da PF não permite meio-termo. Os peritos primeiro “baixam” o conteúdo integral do dispositivo para, somente em um segundo momento, realizar a análise.

Na prática, isso significa que a extração não se limita ao objeto da investigação. Ao realizar a cópia completa, os investigadores passam a ter acesso a:

Conversas e registros de chamadas;

Fotos e e-mails;

Arquivos antigos e dados apagados.

Com informações do portal g1.

Compartilhe:
Palavras-chave
polícia federal