Uma barreira tecnológica que antes parecia intransponível tornou-se a fonte de um “pânico” generalizado nos bastidores do poder na capital federal. O motivo é a capacidade técnica exclusiva da Polícia Federal de acessar o conteúdo integral de celulares apreendidos, mesmo que os aparelhos estejam desligados ou protegidos por senhas complexas.

Diferente de outras forças policiais, que muitas vezes se limitam a ferramentas de desbloqueio de tela, a perícia da PF detém uma tecnologia superior. O foco do temor atual reside nos dispositivos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de seu cunhado, e do investidor Nelson Tanure — figuras conhecidas pelo trânsito intenso no mundo político.
Para garantir que nenhuma informação seja perdida, os peritos utilizam um conceito fundamental da física: a “Gaiola de Faraday”. O uso dessa estrutura — que pode se apresentar como uma caixa ou bolsa metálica especial — é o que permite a manipulação dos aparelhos com segurança total.
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O funcionamento é estratégico: a estrutura bloqueia a entrada e saída de qualquer onda eletromagnética. Esse isolamento é vital porque, caso o telefone se conectasse a uma rede Wi-Fi ou de dados móveis ao ser ligado, o conteúdo poderia ser apagado remotamente por quem detém o controle da conta. Dentro deste ambiente isolado, os peritos trabalham com o dispositivo “isolado do mundo exterior”, o que garante a integridade da prova.
O que intensifica o clima de terror em Brasília é a natureza do procedimento. De acordo com informações técnicas, a tecnologia da PF não permite meio-termo. Os peritos primeiro “baixam” o conteúdo integral do dispositivo para, somente em um segundo momento, realizar a análise.
Na prática, isso significa que a extração não se limita ao objeto da investigação. Ao realizar a cópia completa, os investigadores passam a ter acesso a:
Conversas e registros de chamadas;
Fotos e e-mails;
Arquivos antigos e dados apagados.
Com informações do portal g1.