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Olímpio Rocha assina representação contra Flávio Bolsonaro por propaganda eleitoral antecipada
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Olímpio Rocha, nome do PSOL na disputa pelo governo da Paraíba, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o vereador Fábio Lopes (PL), pré-candidato a deputado estadual. A representação diz que ambos realizaram propaganda eleitoral antes do prazo permitido por lei. A ação ficou sob relatoria da ministra Estela Aranha na quinta-feira (19). “Esperamos que a Justiça Eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral, acolha nossa representação e imponha as penalidades aos representados”, disse o pré-candidato ao governo.

De acordo com Olímpio Rocha, Fábio Lopes teria realizado, antes do período permitido, atos públicos que configuram pedido explícito de voto (Foto: Divulgação)

A ação aponta que Fábio Lopes teria promovido “adesivaços” e atos públicos em João Pessoa e Campina Grande utilizando materiais com dizeres como “Flávio 2026”, “Flávio Presidente” e “É preciso eleger Flávio Bolsonaro”. De acordo com a representação, essas ações configuram pedido explícito de voto antes do período permitido pela legislação, que estabelece o dia 15 de agosto do ano eleitoral como marco inicial para propagandas dessa natureza.

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A denúncia detalha que os atos foram amplamente difundidos em redes sociais por meio de vídeos e panfletos digitais, o que beneficiaria diretamente a projeção da candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro para 2026. Olímpio Rocha descreveu o processo de análise das provas como uma tarefa exaustiva devido ao conteúdo do material coletado.

“Foi duro redigir essa representação porque tive que assistir mais de 20 vídeos dos adesivaços liderados pelo vereador Fábio. Aliás, ele é meu amigo de infância, estudamos juntos em Campina Grande, mas amizade é uma coisa, política é outra totalmente diferente. Foi duro ter que assistir tanta baboseira entreguista, extremista de direita, travestida de falso patriotismo”, afirmou o pré-candidato ao governo.

Entre os pedidos formulados pelo PSOL estão a retirada imediata dos conteúdos das plataformas digitais, a proibição de novas divulgações e a aplicação de multas aos envolvidos. A sigla também solicita que o caso seja encaminhado ao Ministério Público Eleitoral para que se investigue um possível abuso de poder político. A representação aguarda agora a análise da relatora no sistema eletrônico do TSE para que as medidas cabíveis sejam avaliadas.

Matéria alterada às 10h12 para acréscimo de informações.

Com informações de assessoria de imprensa.

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