“O feminicídio é a maior prova de que uma nação não respeita a igualdade de gênero”, disse a deputada estadual Cida Ramos (PT) durante a sessão ordinária desta quarta-feira (4), na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Ao convidar para a Marcha das Margaridas, que acontecerá no dia 14 de março, em Remígio, a parlamentar defendeu a urgência de ampliar a representatividade das mulheres nos espaços de poder.

“Não pode ter progresso, não pode ter desenvolvimento econômico, político, social, enquanto mulheres estão sendo mortas pelo simples fato de serem mulheres”, afirmou a deputada.
Cida Ramos também manifestou preocupação com a segurança das mulheres nas suas próprias casas. Para a parlamentar, o incentivo ao porte de armas impacta diretamente a todas. “Nós não vamos permitir o retrocesso para o armamento, o armamento que foi incentivado, proposto pelo bolsonarismo, ele, as primeiras e maiores vítimas, fomos nós, mulheres, porque uma arma dentro de casa significa a morte de uma mulher”, argumentou.
Além do enfrentamento à violência, a parlamentar chamou a atenção para a disparidade na representação política. Cida Ramos disse que, apesar de as mulheres constituírem a maioria da população e do eleitorado, ocupam uma parcela mínima das cadeiras no parlamento. A deputada trouxe dados históricos para ilustrar o cenário na Paraíba: “Para vocês terem uma ideia, povo paraibano, nós temos quase 150 anos de história e somos apenas cinco na Assembleia Legislativa de 36 cadeiras”, disse.
De acordo com Cida Ramos, a sociedade deve assumir a responsabilidade pela mudança de paradigmas, envolvendo escolas, famílias e instituições religiosas na propagação de uma cultura de respeito. A parlamentar finalizou reafirmando que a mulher deve ser valorizada tanto na esfera pública quanto na privada, sem ser tratada como “patrimônio” de outro gênero.
Fonte: Assessoria de imprensa.