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Polícia Civil do RJ prende vereador e seis PMs em operação contra o Comando Vermelho
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta quarta-feira (11) a Operação Contenção Red Legacy, com o objetivo de desarticular a estrutura nacional do Comando Vermelho (CV). Agentes da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) cumpriram 13 mandados de prisão. Até a última atualização, sete pessoas foram detidas e quatro alvos já estavam presos.

Entre os presos está o vereador carioca Salvino Oliveira
Entre os presos está o vereador carioca Salvino Oliveira (Foto: Reprodução/TV Globo)

Entre os presos estão o vereador carioca Salvino Oliveira (PSD) e seis policiais militares: o major Hélio da Costa Silva, o capitão Reuel de Almeida Silva Fernandes, e os soldados Leandro Oliveira Loiola, Rodrigo Paiva Lopes, Thiago Monteiro Gomes Marcelino e Thomás dos Santos Machado. Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, mulher de Márcio Gama dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, e mãe do influenciador Oruam, permanece foragida. Outro alvo procurado é Landerson Lucas dos Santos, sobrinho de Marcinho VP.

A polícia informou que a operação visa atingir uma organização criminosa com características de cartel e atuação interestadual altamente estruturada, com indícios de cooperação entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

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As investigações apontam tentativas de interferência política em áreas dominadas pelo tráfico para transformá-las em bases eleitorais. “Segundo os elementos reunidos pela investigação, o vereador Salvino Oliveira teria negociado diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, autorização para realizar campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, área sob domínio do Comando Vermelho”, afirmou a Polícia Civil.

Em contrapartida, o parlamentar teria articulado benefícios ao grupo criminoso, apresentados publicamente como ações voltadas à população local. “Um dos exemplos investigados envolve a instalação recente de quiosques na região”, destacou a corporação. A definição de parte dos beneficiários teria sido determinada diretamente por integrantes da facção, sem processo público transparente.

Salvino Oliveira negou qualquer ligação com o traficante Doca, afirmou não ter envolvimento com a instalação de quiosques na Gardênia Azul e disse não conhecer o sobrinho do traficante Marcinho VP. “Estou sendo vítima de uma briga política que não é minha”, declarou.

A polícia reforçou que Marcinho VP “continua exercendo papel central na estrutura de comando da facção” mesmo após quase três décadas no sistema prisional, sendo um dos integrantes do “conselho federal permanente” do CV. Márcia Nepomuceno atuaria na intermediação de interesses do grupo fora do cárcere, “participando da circulação de informações e de articulações envolvendo operadores da organização e agentes externos”. Landerson Lucas dos Santos seria o elo entre lideranças da facção, integrantes de comunidades dominadas e pessoas envolvidas em atividades econômicas exploradas pela organização, como serviços e imóveis.

Salvino Oliveira tem 29 anos, nasceu na Cidade de Deus e, na infância, vendia balas e água em ônibus para ajudar no orçamento familiar. Aos sete anos, ingressou no Colégio Pedro II por sorteio. Trabalhou como ambulante, garçom e ajudante de pedreiro antes de se formar em Gestão Pública pela UFRJ. Em 2021, aos 22 anos, foi nomeado secretário municipal especial da Juventude na gestão de Eduardo Paes. Eleito vereador pelo PSD com mais de 27 mil votos, está no primeiro mandato. Seu projeto mais conhecido é o de regulação do aluguel por temporada na cidade, que discute regras para o setor e a obrigatoriedade de compartilhamento de informações por empresas de hospedagem.

Com informações do portal g1.

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