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Senado aprova reestruturação de carreiras federais e criação de 13 mil vagas para professores
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O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (10) o projeto de lei do Poder Executivo que promove ampla reestruturação de carreiras do serviço público federal e cria mais de 24 mil novos cargos efetivos, com destaque para 3.800 novas vagas de professores do magistério superior e 9.587 para o ensino básico, técnico e tecnológico nos institutos federais. O PL 5.874/2025 segue agora para sanção presidencial.

Randolfe Rodrigues (à dir.) disse que cerca de 270 mil servidores serão beneficiados pelas mudanças
Randolfe Rodrigues (à dir.) disse que cerca de 270 mil servidores serão beneficiados pelas mudanças (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

O relator, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, destacou que cerca de 270 mil servidores serão beneficiados pelas mudanças. “Presto aqui minhas homenagens ao governo do presidente Lula, por possibilitar a construção desse projeto de lei, que, entre outras coisas, garante que a comunidade universitária eleja o seu reitor e garanta a posse do seu reitor e, entre outras, faz o maior plano de reestruturação e valorização do serviço público da história do país”, afirmou Randolfe.

O texto institui a eleição direta de reitores pelas comunidades universitárias, elimina a lista tríplice e permite que a indicação reflita diretamente o resultado da consulta interna. Também cria o Instituto Federal do Sertão Paraibano (IFSertãoPB) e institui o Programa de Reconhecimento de Saberes e Competências na Educação, que concede adicional de qualificação a técnico-administrativos da rede pública de ensino básico e superior.

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Entre as novas vagas criadas estão 200 cargos de especialista e 25 de técnico em regulação e vigilância sanitária para a Anvisa; 3.800 de professor do magistério superior e 2.200 de analista em educação para universidades federais; 9.587 de professor do ensino básico, técnico e tecnológico, 4.286 de técnico em educação e 2.490 de analista em educação para a Rede Federal; e 750 cargos de analista técnico de desenvolvimento socioeconômico e 750 de analista técnico de Justiça e Defesa no Ministério da Gestão e da Inovação (MGI).

O projeto transforma 6,9 mil cargos vagos de especialidades administrativas em uma nova carreira única de analista técnico do Poder Executivo Federal (ATE), com lotação no MGI. A remuneração inclui vencimento básico e Gratificação de Desempenho de Atividades Executivas (GDATE), que pode chegar a 100 pontos (R$ 61,20 cada), distribuídos entre avaliação individual e resultados institucionais. O topo da carreira poderá alcançar cerca de R$ 15,8 mil após reenquadramento previsto para abril de 2026.

O texto cria ainda a Gratificação Temporária de Execução e Apoio a Atividades Técnicas e Administrativas para servidores de cargos não estruturados, com limite de 4.430 gratificações para nível superior e 32.550 para nível intermediário. Autoriza regimes de plantão ou turnos alternados, incluindo jornadas superiores a oito horas diárias na Secretaria Nacional de Defesa Civil em situações de monitoramento e resposta a desastres.

Outras mudanças incluem nova tabela de remuneração para médicos e médicos veterinários do plano de carreira da Educação; alteração no plano especial de cargos da Cultura; novas tabelas para a carreira tributária e aduaneira da Receita Federal e Auditoria-Fiscal do Trabalho; reorganização da carreira de perito federal territorial; ampliação da indenização por exercício em fronteiras para servidores do Serviço Florestal Brasileiro, ICMBio, Anvisa e Abin; e autorização para exames médico-periciais por telemedicina ou análise documental.

Randolfe Rodrigues enfatizou o caráter histórico da medida. “Valorização do serviço público e valorização dos servidores é um compromisso a ser cumprido por um governo que é leal à democracia e que compreende a necessidade de fortalecimento do Estado brasileiro como instituição de todos os brasileiros. Só se valoriza o papel do Estado quando se valoriza os seus servidores”, declarou.

A votação foi conduzida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e contou com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. Senadoras como Teresa Leitão (PT-PE) elogiaram o projeto. “Apesar de ter sido apresentado por um governo que preza o diálogo, por um governo que preza a democracia, esse projeto é fruto também da luta dos servidores e das servidoras. Esse é um projeto negociado durante uma greve”, afirmou Teresa Leitão.

O impacto orçamentário estimado pelo governo é de cerca de R$ 4,16 bilhões em 2026 e R$ 5,6 bilhões em 2027 e 2028. O relator rejeitou todas as 94 emendas apresentadas por senadores durante a tramitação.

Fonte: Agência Senado

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