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Zanin nega mandado de segurança para obrigar Câmara a instalar CPI do Banco Master
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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (12) o mandado de segurança protocolado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) que buscava obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes no Banco Master.

Zanin apontou deficiências relevantes na instrução do mandado de segurança (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Na decisão, Zanin apontou “deficiências relevantes na instrução do mandado de segurança que sequer permitem aferir, neste momento e de plano, omissão ou resistência pessoal da autoridade, como narrado na inicial”. O ministro destacou que não há elementos suficientes para demonstrar omissão ou resistência pessoal do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao deixar de dar andamento ao requerimento.

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Rollemberg alegava que o pedido de CPI já havia sido protocolado com o apoio de um terço dos deputados — requisito constitucional — e que a ausência de instalação configurava violação ao regimento interno da Casa.

Antes da decisão de Zanin, o ministro Dias Toffoli havia sido sorteado relator do mandado de segurança, mas se declarou suspeito para analisar o caso. Toffoli também havia deixado voluntariamente a relatoria do inquérito principal sobre as fraudes no Banco Master após a Polícia Federal informar o presidente do STF, Edson Fachin, que mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro — apreendido na primeira fase da Operação Compliance Zero — continham menções ao ministro.

Toffoli é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi adquirido por um fundo de investimentos ligado ao Banco Master e está sob investigação da PF.

O Banco Master foi alvo de investigações da Polícia Federal por suspeitas de esquema bilionário de fraude no sistema financeiro, com emissão de títulos de crédito sem lastro e operações irregulares que podem chegar a R$ 12 bilhões. O Banco Central decretou a liquidação da instituição em novembro de 2025. Vorcaro foi preso pela segunda vez na semana passada por determinação do ministro André Mendonça, relator do caso no STF.

Fonte: Agência Brasil

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