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Advogado visita Daniel Vorcaro pela segunda vez consecutiva na superintendência da PF em Brasília
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O advogado Sérgio Leonardo visitou o banqueiro Daniel Vorcaro pela segunda vez consecutiva na Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) em Brasília, neste sábado (21). A defesa do dono do Banco Master permaneceu cerca de uma hora com o investigado no local.

Na sexta-feira (20), o mesmo advogado já havia ficado aproximadamente duas horas com Vorcaro na unidade da PF.

Imagens de Vorcaro após passar pelo procedimento padrão de admissão na Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo
Imagens de Vorcaro após passar pelo procedimento padrão de admissão na Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo (Fotos: Reprodução)

Vorcaro foi transferido na noite de quinta-feira (19) da Penitenciária Federal de Brasília para o prédio da PF, também na capital federal. A mudança foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações sobre as fraudes no Master.

A transferência representou o primeiro passo das tratativas para o fechamento de um acordo de delação premiada com os delegados responsáveis pela apuração. Com a mudança para a superintendência, os investigadores ganharam acesso direto ao banqueiro e a seus advogados, sem as restrições de segurança da penitenciária federal de alta segurança.

Vorcaro deverá permanecer na mesma sala em que o ex-presidente Jair Bolsonaro ficou custodiado antes de ser transferido para a Papudinha.

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Os próximos passos da negociação de delação seguirão em sigilo. O banqueiro aceitou assinar um compromisso de confidencialidade com a PF e com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na semana passada, após o Supremo formar maioria de votos para manter sua prisão, Vorcaro decidiu trocar o advogado que coordenava sua defesa, Pierpaolo Bottini, por José Luís de Oliveira Lima, o Juca, que já conduziu acordos de delação relevantes e procurou a PF nesta semana para informar sobre o interesse do banqueiro em firmar um acordo.

Ontem, o último ministro da Segunda Turma que faltava votar, Gilmar Mendes, acompanhou os demais colegas e decidiu por manter Vorcaro preso, mas fez ressalvas em seu voto.

“Guardo reservas em relação ao uso de conceitos elásticos e juízos morais, como ‘confiança social na Justiça’, ‘pacificação social’ e ‘resposta célere do sistema de Justiça’, como atalhos argumentativos para fundamentar a prisão preventiva”, afirmou o ministro.

A defesa do banqueiro chegou a pedir ao ministro André Mendonça, do STF, a transferência de Vorcaro para a prisão domiciliar, o que foi negado pelo magistrado. Mendonça autorizou somente a transferência da Penitenciária de Brasília para o edifício da PF.

Na Superintendência, o banqueiro está em uma cela “de passagem”, um pequeno espaço com cama e banheiro e grade.

Por causa da transferência de Vorcaro para o local, a PF reforçou a segurança com a colaboração de agentes da polícia penal federal. Além disso, o espaço aéreo está limitado e o sobrevoo de drones, proibido.

Vorcaro é investigado no caso que apura suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Master. Uma eventual colaboração poderia trazer novos elementos para o andamento das investigações.

Em investigações anteriores, como as da operação Lava Jato, a transferência de presos que negociavam uma delação premiada foi usada como “sinal de boa vontade” das autoridades.

Com informações do portal g1.

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