A Operação Cítrico, deflagrada nesta terça-feira (14) pela Polícia Federal em conjunto com o Gaeco do Ministério Público da Paraíba e a Controladoria-Geral da União (CGU), teve como alvos 13 pessoas entre agentes públicos, advogados e empresários. A ação resultou no afastamento do prefeito eleito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), e no cumprimento de medidas cautelares relacionadas à investigação de um suposto esquema de fraude em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de facção criminosa.

Além de Edvaldo Neto, são alvos da operação:
De acordo com a força-tarefa, o esquema investigado teria se estruturado por meio da contratação fraudulenta de empresas fornecedoras de mão de obra vinculadas à facção criminosa “Tropa do Amigão”, apontada como braço do “Comando Vermelho” na região. A apuração aponta para infiltração de faccionados nas estruturas da Prefeitura de Cabedelo, circulação de recursos de origem pública em favor do crime organizado e o uso de contratos administrativos como forma de manutenção de poder, influência territorial e blindagem institucional.
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A investigação identificou ainda um consórcio entre agentes políticos da alta cúpula do município, empresários e integrantes de organização criminosa, voltado à perpetuação de contratos milionários e à distribuição de vantagens ilícitas, com valores que podem chegar a R$ 270 milhões.
As medidas cautelares visam coletar provas, preservar o andamento da investigação e impedir a continuidade das condutas suspeitas. Os fatos apurados podem configurar crimes como frustração do caráter competitivo de licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa.