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Deputado estadual que em dois anos multiplicou por 7x seu patrimônio é preso pela PF
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O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi preso nesta terça-feira (5) pela Polícia Federal durante a 4ª fase da Operação Unha e Carne. As investigações agora miram fraudes em compras de materiais e contratações de reformas na Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc).

Thiago Rangel já havia sido alvo da Operação Postos de Midas, da PF, em 2024, que investigava esquema de lavagem de dinheiro em Campos dos Goytacazes por meio de postos de combustíveis
Thiago Rangel já havia sido alvo da Operação Postos de Midas, da PF, em 2024, que investigava esquema de lavagem de dinheiro em Campos dos Goytacazes por meio de postos de combustíveis (Foto: Divulgação)

Natural de Guarus, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, o parlamentar de 39 anos, que se declara empresário do ramo varejista, teve um salto patrimonial impressionante em curto período. Em 2020, ao ser eleito vereador em Campos dos Goytacazes, declarou à Justiça Eleitoral bens no valor de R$ 224 mil, incluindo dois veículos, participação de R$ 60 mil em um posto de gasolina e uma moto aquática. Dois anos depois, ao se eleger deputado estadual, o patrimônio declarado saltou para R$ 1,9 milhão — alta de 748% —, com 18 postos de combustíveis entre os bens.

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Antes da vida política, em 2014, Rangel trabalhava como motorista com salário de R$ 1 mil. Ele iniciou a carreira parlamentar como vereador em 2020 e ganhou visibilidade com a criação do programa de transferência de renda Cartão Goitacá. Passou ainda por cargos na administração estadual, como a Superintendência Regional do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-RJ) e a Diretoria de Fiscalização do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro-RJ). Em 2022, foi eleito deputado estadual com 31,1 mil votos.

Rangel é pai da vereadora Thamires Rangel (PMB), eleita em 2024 aos 18 anos, a mais jovem do país naquele pleito. Nesta terça, a jovem foi exonerada do cargo de subsecretária adjunta de Ambiente e Sustentabilidade no governo estadual.

O deputado já havia sido alvo da Operação Postos de Midas, da PF, em 2024, que investigava esquema de lavagem de dinheiro em Campos dos Goytacazes por meio de postos de combustíveis. Na ocasião, ele negou irregularidades e disse confiar que a Justiça esclareceria os fatos.

Na fase atual da Operação Unha e Carne, a PF aponta indícios de ligação do parlamentar com fraudes em contratações na rede estadual de ensino. Os investigados podem responder por organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. Mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos em diferentes cidades do estado.

Até o momento, a defesa de Thiago Rangel não se manifestou sobre a nova prisão.

Com informações do portal g1.

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