Turismólogo e historiador; mestre em História pela UFRN. Trabalha com magistério nas redes pública e privada da cidade de João Pessoa.
Turismólogo e historiador; mestre em História pela UFRN. Trabalha com magistério nas redes pública e privada da cidade de João Pessoa.
“A vacina vai começar no dia D, na hora H”, mas mais difícil tá sendo encontrar o ponto G
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Como se não bastasse toda aflição da população na espera de uma vacina, contamos com a precisão do dia D e a hora H dita pelo responsável por dirigir o Ministério da Saúde de nosso país. É de ficar estarrecido com a incapacidade do atual governo de transmitir uma mensagem de acalento, de segurança, de controle da situação.

Depois de todos os debates em torno do que é uma vacina e do que é uma “vacina ideal” para o rebanho brasileiro, ainda há outro problema: haverá seringas? Lembro, dos dias de infância na cidade de João Pessoa, do sorveteiro que passava em um carro vendendo oito bolas de sorvete por 1 real pelas ruas. Sim, tenho saudades do preço do sorvete, mas aqui gostaria de enfatizar a emenda do sorveteiro: “traga a vasilha!”.

Não quero cogitar, mas seria ainda mais trágico ter que levar a própria seringa, já pensou? Para além disto, tenho pensado, como historiador de ofício, na possibilidade de uma nova Revolta da Vacina, como ocorrida no Rio de Janeiro há quase cem anos atrás. Obviamente que as razões ali são mais amplas e mereceria outro texto para explicar aquela fatídica revolta, mas diante do que tenho escutado em plena pandemia, torna-se preocupante. Você já ouviu alguém dizer que não vai se vacinar?

E assim seguimos, esperando o dia D e a hora H. Mas o mais difícil neste país dos dias de hoje parece que é encontrar o ponto G. Tá difícil gozar. Faz tempo que o brasileiro não tem um dia de paz neste país…

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