Economia - -
Banco Central decreta liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos
Termômetro da Política
Compartilhe:

O Banco Central decretou nesta sexta-feira (26) a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda., com sede em São Paulo. A decisão foi tomada após a autarquia identificar deterioração da situação financeira da empresa e graves violações às normas que regulam o funcionamento de instituições do setor financeiro.

Banco Central informou que dará continuidade às investigações para apurar eventuais responsabilidades (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

Com a medida, as atividades da Sefer serão encerradas sob supervisão do Banco Central. Os bens dos controladores e dos ex-administradores da empresa ficaram indisponíveis a partir desta sexta-feira. O BC informou que dará continuidade às investigações para apurar eventuais responsabilidades, o que pode resultar em sanções administrativas e no encaminhamento de informações a outros órgãos.

Apesar da decisão, o Banco Central destacou que a Sefer tem participação reduzida no Sistema Financeiro Nacional. A instituição está enquadrada no segmento S4 e representa menos de 0,0004% dos ativos do sistema e cerca de 0,17% dos recursos administrados de terceiros.

Leia também
Governo vai investigar se CazéTV cometeu irregularidades em ações com bets durante transmissão da Copa do Mundo

A Sefer Investimentos foi fundada em 1994 e atua na administração de fundos, custódia de ativos, distribuição de investimentos e gestão de recursos. Segundo informações da própria empresa, ela administra o equivalente a US$ 22 bilhões em ativos.

A distribuidora esteve entre os alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em janeiro deste ano. A investigação apura suposta participação de fundos e corretoras em um esquema de fraudes bilionárias ligado ao Banco Master. Na ocasião, a Sefer negou ter praticado qualquer ato ilícito e afirmou atuar exclusivamente na gestão e administração de recursos de terceiros, sem conceder crédito com recursos próprios.

A empresa também foi citada no pedido de recuperação judicial do Grupo Fictor, que alegava dívida de cerca de R$ 430 milhões com a Sefer. A distribuidora, no entanto, contestou a informação e afirmou que não era credora do grupo.

Com informações do portal g1.

Compartilhe: