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Petrobras confirma petróleo na Foz do Amazonas e Lula compara emoção à descoberta do pré-sal
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A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (17) a confirmação de petróleo no poço Morpho, localizado na bacia da Foz do Amazonas, a cerca de 175 km da costa do Amapá. A presidente da estatal, Magda Chambriard, divulgou a informação em coletiva realizada em Oiapoque (AP), na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de outras autoridades.

Presidente Lula celebra nova descoberta de petróleo pela Petrobras
Presidente Lula celebra nova descoberta de petróleo pela Petrobras (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Na sexta-feira (14), a empresa havia informado apenas a identificação de “hidrocarbonetos” no bloco FZA-M-59, em lâmina d’água de 2.886 metros. Na ocasião, ainda não era possível confirmar se tratava de petróleo ou gás natural.

“Tem petróleo, tem descoberta. A gente ainda não sabe quanto. Nós vamos continuar investindo, vamos continuar explorando e o futuro vai dizer quanto o Amapá pode nos oferecer, mas nós aqui desse macacão cor de abóbora estamos extremamente otimistas com o que a gente está encontrando por aqui”, afirmou Chambriard.

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A perfuração do poço ainda deve levar de 15 a 20 dias. Só após essa etapa será possível estimar o volume da reserva.

“Nós temos que delimitar essa descoberta, ou seja, a gente tem que saber quanto é que de petróleo tem de fato nessa área, né?”, explicou a presidente da Petrobras.

Para ampliar a exploração na região, a estatal protocolou no Ibama pedido de licença ambiental para perfurar três novos poços na Margem Equatorial. Outras perfurações já estão previstas.

“Nós temos outros cinco [poços para perfurar] e esse esforço exploratório, que é gigantesco, né? É que vai dizer para a gente quanto é de petróleo que a Margem Equatorial, no offshore do Amapá, tem para nos oferecer, né?”, disse. “Tudo indica que vai ser bom, né? Nós estamos, nós estamos extremamente otimistas.”

Lula compara descoberta ao pré-sal

Antes do anúncio, o presidente Lula visitou o navio-sonda responsável pela perfuração em águas profundas. Em discurso, ele contou a emoção ao receber a notícia.

“Eu dizia para Magda que, quando ela me comunicou que tinha encontrado óleo, eu senti a mesma sensação e a mesma emoção que eu senti no dia que o Sérgio Gabrielli, em 2007, e o meu querido amigo Estrella entraram no meu gabinete para anunciar que a Petrobras tinha descoberto o pré-sal”, afirmou.

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Lula classificou a descoberta como uma “conquista do bom senso” e relembrou resistências internas à decisão de anunciar a licença ambiental antes da COP.

“É uma conquista de um governo que acha que a empresa tem que pesquisar e é uma conquista de uma empresa que tem uma diretoria, um presidente que acha que ela existe porque ela é uma empresa não só de petróleo, mas que tem como ciência a questão do petróleo.”

O presidente reforçou que o anúncio não contradiz a busca por fontes renováveis.

“E, quando eu falo o passaporte para o futuro desse país, eu não estou negando a minha luta para que um dia a gente não precise utilizar combustível fóssil, porque o país vai continuar sendo o país rei da inovação dos biocombustíveis e vai continuar sendo muito grande na questão do combustível renovável.”

Lula parabenizou Magda Chambriard e afirmou que valeu a pena “brigar tanto” nas reuniões. “Valeu a pena vocês voltarem a levantar a cabeça da Petrobras”, disse.

“Porque vocês sabem que, há pouco tempo, na Lava Jato, o objetivo era tentar destruir duas coisas: a Petrobras e as empresas da construção civil nesse país. E tentar também acabar com a possibilidade de eu não ser presidente da República.”

“Cá estou eu, cá está a Petrobras e cá está o povo brasileiro, firme e forte. Porque isso aqui vai ser enriquecido pelo povo brasileiro, vai ser enriquecido para o Amapá.”

Próximos passos e questões ambientais

A fase atual é de avaliação exploratória. As principais perguntas a responder são o volume de petróleo no reservatório e se a quantidade encontrada é economicamente viável para produção. Ainda restam cerca de 1 mil metros de perfuração. A operação custa, em média, US$ 1 milhão por dia e já consumiu US$ 300 milhões em investimentos.

“Esperamos muitos reservatórios ao longo dessa jornada. Quanto mais, melhor”, celebrou Magda Chambriard.

Em fevereiro, o Ibama multou a Petrobras em R$ 2,5 milhões por descarga de 18,44 m³ de fluido de perfuração no mar, ocorrida em 4 de janeiro — 75 dias após a liberação da licença. O incidente envolveu o mesmo navio-sonda NS-42 que agora confirmou a presença de petróleo. A estatal informou na época que interrompeu a perfuração, reparou as linhas auxiliares e contornou o vazamento imediatamente.

A diretoria da Petrobras afirma que as determinações do Ibama estão sendo incorporadas ao novo projeto. “Estamos fazendo isso com muito respeito ao meio ambiente. […] Nunca tivemos um único acidente perfurando petróleo na nossa fase exploratória”, afirmou a presidente.

A operação utiliza o BOP (blowout preventer), equipamento de segurança instalado no fundo do mar capaz de interromper a perfuração e isolar o poço em caso de emergência.

“Isso foi mostrado ao presidente Lula, e ele ficou impressionado com o nível de segurança de um poço que utiliza o BOP”, disse Magda.

Além disso, a empresa desenvolveu um Plano de Emergência Individual (PEI), semelhante ao adotado na Bacia de Santos, com medidas de proteção à fauna e flora da Margem Equatorial.

“Eu gosto de dizer que andamos sempre pelo lado seguro. Assim como fazemos seguro do carro ou da casa, é isso que estamos fazendo aqui. […] O Plano de Emergência Individual é como um seguro: esperamos que ele nunca precise ser acionado”, concluiu.

Com informações do portal g1.

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