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TSE julga hoje liminar concedida por Nunes Marques que suspendeu nova pesquisa AtlasIntel
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O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza nesta terça-feira (9) o julgamento da decisão liminar do ministro Kássio Nunes Marques que suspendeu a pesquisa AtlasIntel divulgada após a divulgação de áudios e mensagens trocadas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Ministro Nunes Marques assume nesta terça a presidência do TSE
Ministro Nunes Marques considerou que o método adotado pela AtlasIntel gerou desvantagem para Flávio Bolsonaro (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

Na liminar concedida ontem, o presidente do TSE considerou que o método adotado pela AtlasIntel gerou desvantagem para Flávio Bolsonaro. Para o ministro, há indícios de que o levantamento induziu o eleitor ao reproduzir o áudio no questionário.

A ação contra a pesquisa foi movida pela defesa do PL, partido do senador, depois que o instituto mostrou queda de 6 pontos percentuais de Flávio em eventual segundo turno. O levantamento foi realizado entre os dias 13 e 18 de maio, logo após a divulgação do material obtido pelo Intercept Brasil.

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O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, afirmou que o áudio foi reproduzido aos entrevistados apenas após o término do questionário principal. “não tem nenhum impacto sobre os cenários eleitorais”, disse ele.

Como presidente da Corte, Nunes Marques organizou a pauta para que os demais ministros analisem a liminar ainda hoje. O TSE é composto por sete ministros e quatro votos são suficientes para formar maioria.

O julgamento de hoje se limita à liminar e não entrará no mérito da validade da pesquisa. A AtlasIntel deverá se manifestar formalmente no processo.

Na decisão, Nunes Marques determinou que o instituto apresente, em até dois dias, “a documentação técnica complementar diretamente relacionada aos pontos” questionados pelo PL.

Por nota, a AtlasIntel informou que “respeita a decisão do TSE”, que a situação será esclarecida e que comprovará a legalidade do levantamento. O instituto reforçou que os entrevistados foram apresentados ao áudio apenas “para registro de reações” depois de responderem o formulário principal, “sem a possibilidade de ser registrada uma nova resposta”.

Em publicação no X, Andrei Roman adiantou que vai recorrer da decisão. Em nota, o CEO esclareceu que “não reconhece qualquer viés político na elaboração ou aplicação deste estudo, assim como de qualquer outra pesquisa conduzida pela empresa AtlasIntel”.

A pesquisa ouviu 5.023 eleitores por recrutamento digital aleatório, com margem de erro de 1 ponto percentual e nível de confiança de 95%.

Especialistas consultados logo após a divulgação do levantamento afirmaram que o uso do áudio não seria ilegal, mas representava uma novidade metodológica. Caberá agora ao TSE decidir sobre a validade dessa abordagem.

Com informações do portal UOL.

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