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Supremo se prepara para intervir se TSE não punir vídeo de Bolsonaro gerado por inteligência artificial
Termômetro da Política
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Ministros do Supremo Tribunal Federal já sinalizaram a interlocutores que devem atuar caso o vídeo de Jair Bolsonaro produzido com inteligência artificial, exibido na convenção de lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, não seja punido pela Justiça Eleitoral.

Membros do STF ponderam que o ideal seria o próprio TSE aplicar as punições cabíveis (Foto: Reprodução/YouTube/PL)

Três magistrados avaliaram, em conversa com a coluna, que a manifestação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, de que o uso da inteligência artificial é lícito desde que não prejudique alguém, pode abrir precedentes perigosos.

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Segundo os ministros, a ausência de punição pelo TSE fará com que Kassio promova um “libera geral” para o uso da ferramenta, situação que precisará ser limitada pelo Supremo. Eles consideram certo que o tema chegará à corte por meio de alguma reclamação.

Ministros do STF e também do TSE, ouvidos pela reportagem, apontam que o uso sistemático de materiais produzidos com inteligência artificial envolvendo a figura de Jair Bolsonaro pode configurar abuso de poder, com possibilidade de cassação da chapa. Avaliam, porém, que o vídeo isolado da convenção que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato não tem esse potencial.

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Esses membros do STF ponderam que o ideal seria o próprio TSE aplicar as punições cabíveis, com base na resolução já estabelecida, inclusive durante a presidência de Kassio Nunes Marques. Para eles, está claro que o material é “deep fake”, técnica que permite alterar vídeos ou fotos com auxílio da inteligência artificial e que é proibida pela Justiça Eleitoral durante o pleito.

Integrantes da campanha de Flávio, no entanto, acreditam que existe a possibilidade de Nunes Marques não enquadrar o material como “deep fake” e manter a legalidade do seu uso. Eles apostam que, nesse cenário, o STF será provocado e terá a palavra final sobre o tema.

Com informações de O Globo.

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