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Cleitinho desiste de candidatura ao governo de MG por decisão pessoal; senador chora e pede perdão
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O senador Cleitinho (Republicanos) não disputará o governo de Minas Gerais. A confirmação foi dada por ele e pelo partido na tarde desta segunda-feira (3).

Cleitinho (à dir.) chora ao comunicar desistência
Cleitinho (à dir.) chora ao comunicar desistência (Fotos: Reprodução)

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, afirmou que o senador tomou a decisão “espontaneamente diante do momento difícil que está vivenciando”. Cleitinho perdeu o irmão, Matheus Augusto Azevedo, no dia 18 de julho.

O parlamentar liderava as intenções de voto para o governo mineiro. No último levantamento da Quaest, divulgado em 28 de julho, ele apareceu como favorito em todos os cenários de primeiro e segundo turnos.

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“O partido Republicanos, mesmo depois de quarta-feira (29) para cá…. Nós tivemos uma reunião longa. Cinco horas de reunião em São José dos Campos. E demos toda a oportunidade para que ele pudesse ser candidato, mas ele tem uma decisão pessoal que ele precisa dizer, por causa desse momento que ele está passando”, afirmou Pereira.

O presidente da legenda disse compreender o momento de luto, mas reforçou que Cleitinho não compareceu à convenção do Republicanos, realizada em 25 de julho. No dia 29, o partido havia declarado, em nota, que a ausência no evento “produziu consequências inevitáveis”.

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“O Cleitinho não compareceu à convenção, eu pedi que ele pudesse ir a São Paulo para gravar comigo dizendo que ele era candidato. Nós demos a oportunidade até terça-feira (28) à noite. Não foi possível o comparecimento, muito por conta desse momento de luto, de dor que ele está passando”, disse Pereira.

Choroso, Cleitinho declarou que o momento “não está fácil” para ele e a família e pediu perdão.

“Queria pedir perdão, porque o momento não está fácil para mim e para minha família. Não adianta entrar numa campanha do jeito que eu estou. Não adianta eu querer cuidar de vocês se eu não estou cuidando de mim e da minha família. Tenho que ser honesto com vocês e falar a verdade; […] Eu não estou bem”, falou o senador.

O presidente estadual do Republicanos em Minas Gerais, deputado federal Euclydes Pettersen, também presente no vídeo, afirmou que vai “respeitar a decisão” de Cleitinho.

“A vontade de Deus é a que prevalece. Às vezes, a vontade que a gente quer não é a que Ele decide para todos nós. Eu, como presidente estadual do Republicanos e entusiasta da candidatura dele [Cleitinho], vou respeitar sua decisão. Como eu sempre disse, eu perdi meu pai e fiquei três, quatro meses para me recuperar. Às vezes, não é o momento”, disse Euclydes Pettersen.

Contexto da indefinição

O anúncio encerra meses de incerteza sobre a candidatura. Desde o início do ano, o senador vinha adiando a definição.

No dia 25 de julho, ele faltou à convenção estadual do Republicanos que definiu as candidaturas do partido para as eleições de outubro.

Em 28 de julho, após a pesquisa Quaest apontá-lo na liderança, Cleitinho publicou nas redes um vídeo produzido com inteligência artificial em que versões digitais do pai e do irmão o incentivavam a “ir em frente” e “fazer o que tem que ser feito”.

No dia seguinte, 29, a legenda anunciou que ele não seria candidato. Em nota assinada pelas executivas estadual e nacional, o Republicanos afirmou que “a ausência do senador na Convenção Estadual do Republicanos — apesar das justificativas pessoais — representou um fato político objetivo, que produziu consequências inevitáveis”.

O texto acrescentou que “o partido trabalhou duro para que essa candidatura pudesse acontecer. O que faltou foi a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo”.

Na noite do mesmo dia 29, em coletiva de imprensa, Cleitinho chegou a declarar que seria, sim, candidato ao governo e que conversaria com o partido sobre o assunto.

Com informações do portal g1.

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