Finalmente acabou o imbróglio sobre a participação da Federação PSOL-Rede na disputa pelo Governo da Paraíba. Para quem torcia por uma candidatura de esquerda, a notícia é tão surpreendente quanto decepcionante: o PSOL nacional, mesmo com maioria na federação, decidiu barrar a candidatura de Olímpio Rocha (PSOL).
!["[Cícero, Lucas e Efraim] representam as oligarquias que estão mandando na Paraíba há décadas", disse Olímpio Rocha](https://www.termometrodapolitica.com.br/base/wp-content/uploads/70b50b6422e154b44a1f5456608fabdf.jpeg)
A candidatura de Olímpio já havia sido barrada pela instância estadual da federação. No entanto, por ter maioria do seu partido na federação PSOL-Rede em âmbito nacional, havia expectativa de que o recurso fosse acolhido. Em movimento estranho, a nacional respondeu, nesta segunda-feira (3), negando a legenda para que Olímpio pudesse disputar a eleição.
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Por meio de nota, o PSOL admite como importante “validar as composições construídas localmente e respeitar os arcos de aliança possíveis.”
Indignado, Olímpio se manifestou, por meio de suas redes sociais. Confira na íntegra:
Recebo com profunda indignação a notícia de que o PSOL decidiu não acolher o nosso recurso e, com isso, retirou da disputa pelo Governo da Paraíba a única candidatura assumidamente de esquerda.
É uma decisão que lamento profundamente. Não por uma questão pessoal, mas porque representa a retirada do único palanque que enfrentaria, sem concessões, as oligarquias que há décadas controlam a política paraibana.
É inadmissível que um partido com a história do PSOL tenha optado por capitular à decisão da Federação em nível estadual, abrindo mão de um projeto construído com militantes, movimentos sociais, trabalhadores, juventude, mulheres e toda a população que acreditava que outra Paraíba era possível.
Nossa candidatura nunca esteve à venda. Nunca foi moeda de troca. Entramos nessa disputa para defender um programa de transformação social, e saímos dela com a consciência tranquila de quem não negociou princípios nem se curvou a interesses políticos.
Podem retirar uma candidatura, mas não podem apagar uma história de luta. Não podem silenciar quem passou a vida defendendo direitos humanos, trabalhadores, o povo do campo, a população LGBTQIAPN+, as mulheres e os mais pobres.
Seguirei fazendo exatamente o que sempre fiz: enfrentando os poderosos, denunciando injustiças e defendendo uma Paraíba verdadeiramente popular. A luta não termina aqui. Ela apenas muda de trincheira.