Neste domingo (4), o eleitor vota em dois senadores. Os dois mais votados em cada estado e no Distrito Federal levam a cadeira, em turno único, pelo sistema majoritário. São 54 das 81 vagas da Casa, duas por unidade da Federação, mandato de oito anos. As outras 27 cadeiras não estão em disputa: em 2022 foi eleito um senador por estado, um terço da composição; agora renovam-se os dois terços. Cada voto é numa chapa — o número do candidato já traz os dois suplentes.

O Senado tem três representantes por estado e três pelo Distrito Federal, independentemente da população. A função ordinária se mistura à da Câmara: propor, discutir e votar leis e emendas à Constituição, fiscalizar o governo federal, convocar ministros, participar de CPIs e votar o Orçamento da União — Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária Anual. A Constituição reserva à Casa, porém, atribuições que o deputado não exerce sozinho. Cabe ao Senado aprovar nomes para o Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria-Geral da República, o Banco Central, embaixadas e o comando das Forças Armadas; processar e julgar, por crime de responsabilidade, o presidente e o vice (depois de autorização da Câmara), ministros do STF, o procurador-geral da República, o advogado-geral da União e comandantes militares; e autorizar operações de crédito externo e limites de endividamento de estados e municípios.
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É por isso que a renovação de 2026 mexe em mais do que a bancada. Maioria absoluta são 41 votos. Um pedido de impeachment de ministro do STF, por exemplo, exige dois terços, 54 senadores. Projeções da véspera apontam chance de o PL ampliar a bancada — hoje tem 15, e há cenário de chegar a 25 —, ainda dependente de aliados para pautas que peçam quórum alto. Pelo menos 22 dos 54 titulares em fim de mandato não disputam a reeleição como titulares.
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A verba que o eleito passa a indicar não é salário. No Orçamento de 2026, cada senador pode destinar cerca de R$ 74 milhões em emendas individuais; cada deputado federal, cerca de R$ 40 milhões a R$ 40,25 milhões. A Lei Orçamentária prevê R$ 61 bilhões em emendas no total. Desse montante, R$ 26,6 bilhões são individuais e impositivos — o Executivo é obrigado a pagar, salvo impedimento técnico — e R$ 11,2 bilhões são de bancada. Pelo menos metade da cota individual vai para a saúde. O dinheiro continua público: o senador indica cidade, área ou entidade, e o governo executa. Ao longo de oito anos, no teto deste ano, a cota individual de um senador se aproximaria de R$ 590 milhões, se o limite se mantivesse.