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“Menos Janja”: Kátia Abreu é aplaudida após crítica contundente à campanha de Lula
Termômetro da Política
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A fala mais aplaudida na reunião da cúpula do PT, nesta terça-feira (6), veio de quem entrou no partido neste ano. Kátia Abreu, ex-senadora, ex-ministra e coordenadora da campanha de Lula no Tocantins, criticou a coordenação nacional, a comunicação e a primeira-dama Janja da Silva. Cerca de cem pessoas estavam no auditório da sede em Brasília: membros da executiva, deputados e coordenadores estaduais.

Kátia Abreu é coordenadora da campanha de Lula em Tocantins
Kátia Abreu é coordenadora da campanha de Lula em Tocantins (Foto: Reprodução/Instagram)

Segundo relatos dos presentes, ela disse que o comando da campanha é formado por “paulistas sem voto”. Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, foi derrotado no primeiro turno por Tarcísio de Freitas (Republicanos). As duas candidatas ao Senado da chapa, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), também foram eleitas, conforme o relato da reunião. O coordenador-geral, Edinho Silva, elegeu-se deputado federal por São Paulo. Ao apontar por que Flávio Bolsonaro (PL) ficou na frente, Kátia afirmou que a comunicação seguiu caminho equivocado.

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Antes de falar de Janja, fez a ressalva de que só entraria no tema por ser mulher. Considerou erro a primeira-dama cantar música gospel nos comícios, como no primeiro turno, e defendeu mais participação do vice Geraldo Alckmin. Foi fortemente aplaudida ao pedir: Menos Janja, mais Alckmin.

As críticas a Janja, à comunicação e a Edinho dominaram as falas. Outros dirigentes trataram o gesto de cantar “Tapete Vermelho” como apropriação da fé, já que a primeira-dama não é evangélica, e disseram que a participação desagrada em vez de atrair esse público. Na comunicação, a queixa geral foi a de que o caminho deveria ser falar de futuro, não do legado, porque os eleitores não votariam pensando no passado. Edinho foi criticado pela escolha das agendas: houve avaliação de que Lula deveria visitar mais locais onde o bolsonarismo é forte, como o Centro-Oeste e o Sul de Minas. A reunião chegou a ser interrompida quando o presidente do PT saiu do auditório por alguns minutos. Os participantes deveriam seguir, mas esperaram a volta dele, argumentando que precisava ouvir o que o partido tem a dizer.

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Kátia passou por DEM, PP e MDB antes de se filiar ao PT. Como deputada, liderou a bancada ruralista e presidiu a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. Foi ministra da Agricultura no governo Dilma Rousseff e desenvolveu proximidade com a então presidente.

Ao comentar o encontro, Edinho disse que a reunião serviu para alinhar a etapa final. “Nós debatemos a linha política desse segundo turno, que, essencialmente, é nós confrontarmos os dois projetos que estão em disputa.” Segundo ele, a comunicação mudará para destacar a diferença entre os candidatos. “No primeiro turno esse tipo de confronto você não consegue fazer porque são vários candidatos. No segundo turno não, são dois candidatos, portanto são dois projetos distintos de país, e esse confronto tem que acontecer para o povo brasileiro poder fazer uma escolha.” Disse ainda ser favorável a que Alckmin fique mais perto da campanha e integre a coordenação, porque ele “ajuda a ampliar diálogos com setores da sociedade”.

Com informações de O Globo.

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