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Carteira de trabalho na campanha: Lula defende proteção ao trabalhador; Flávio Bolsonaro propõe ‘flexibilizar’ direitos
Termômetro da Política
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As relações trabalhistas entraram no segundo turno da campanha presidencial. A escala entrou no segundo turno pelas redes. Nas redes sociais digitais, usuários comentam uma eventual votação sobre o fim da escala 6×1 — seis dias de expediente para um de descanso — e comparam o que Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) propõem para a jornada. O tema pesa sobretudo para quem vive nesse regime e empurra carteira de trabalho, emprego e jornada para o centro da reta final.

Presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro
Presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro (Fotos: Ricardo Stuckert e Raul Spinassé/Divulgação)

Lula concentra parte da campanha na ampliação de direitos. A bandeira principal é o fim da 6×1, com redução da jornada semanal para 40 horas, defendida publicamente pelo presidente. O programa petista também mira quem trabalha por aplicativos e outras plataformas: criação de garantias e medidas de financiamento da Previdência nesse modelo, além do combate à pejotização. Para renda e pequenos negócios, propõe elevar a R$ 140 mil o limite anual de faturamento do MEI e permitir a contratação de até dois funcionários. Mantém a valorização do salário mínimo e prevê uma plataforma nacional de empregabilidade com inteligência artificial, reunindo vagas, capacitações e certificações.

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Flávio aposta em flexibilização e em incentivo ao empreendedorismo, o que no fim das contas resulta em precarização. No debate da jornada, defende remuneração por hora trabalhada e mais espaço para negociação entre trabalhador e empregador, dentro dos limites da lei. O programa prevê um Banco Nacional de Vagas ligado aos setores de recursos humanos, para aproximar empregadores e quem procura emprego. O “Escola Brasil por Elas” oferece capacitação em inteligência artificial, marketing digital, finanças e idiomas, com cursos do Sistema S e parcerias público-privadas. Para os jovens, a estratégia é ampliar a educação técnica associada às necessidades do setor produtivo. O “Minha primeira empresa” pretende facilitar abertura e formalização de negócios, com capacitação e orientação para quem começa a empreender.

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De um lado, o fim da 6×1 e a jornada de 40 horas. De outro, pagamento por hora e mais flexibilidade. A carteira de trabalho passa a ocupar também a conversa dos eleitores no segundo turno.

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