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União contra os trabalhadores: Centrão entra na campanha de Flávio Bolsonaro
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A cúpula do Centrão passou a tratar como certa a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno de 25 de outubro. Integrantes do alto escalão ouvidos pela reportagem dizem que a Federação União-PP só declarou apoio oficial ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro depois das urnas: Flávio teve 47,03% dos votos válidos e Lula (PT), 45,16%. O Centrão costuma ser identificado por votações históricas contra os trabalhadores.

Senador Flávio Bolsonaro é candidato à Presidência da República
Senador Flávio Bolsonaro é candidato à Presidência da República (Foto: Vittor Sales/Divulgação)

O movimento mais significativo foi nessa terça-feira (6). A União Progressista, formada por União Brasil e PP, oficializou o apoio, depois de ter optado pela neutralidade no primeiro turno. A senadora e líder do PP no Senado, Tereza Cristina (PP-MS), confirmou a decisão após reunião da bancada das duas siglas em Brasília. Nesta quarta-feira (7/10), a expectativa é de que a Executiva Nacional formalize a colaboração para tentar eleger Flávio. Tereza informou que foi fechada questão de ordem: o partido determina a orientação, e quem for contra e decidir apoiar Lula poderá ser punido.

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O aviso alcança o deputado federal André Fufuca (PP-MA), recém-eleito senador. Na terça, o presidente do PT, Edinho Silva, disse que procurou o ex-ministro, que sinalizou apoio pessoal a Lula. “A tendência é que ele esteja conosco, declarando apoio ao presidente Lula, mesmo com o partido tendo declarado apoio a Flávio Bolsonaro”, afirmou. No primeiro turno, União e PP ficaram neutros na disputa nacional, embora tenham liberado diretórios estaduais para alianças próprias. Nos bastidores, a estratégia também preservava espaço para negociar com quem chegasse ao segundo turno.

A aproximação é vista como aposta na governabilidade de um eventual governo de Flávio. O novo Congresso terá forte presença da direita, e o PL saiu das urnas como uma das principais forças do Legislativo. O Centrão, mesmo com menos espaço na Câmara, segue capaz de definir a aprovação de projetos e reformas. O coordenador-geral da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), procurou dirigentes do bloco, entre eles o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira. A legenda ainda não definiu se apoia Flávio ou mantém a neutralidade, mas a tendência é o alinhamento. Para essas lideranças, o cálculo inclui a composição do próximo governo e a correlação de forças no Congresso, não só o 25 de outubro.

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Flávio também passou a receber apoio de presidenciáveis com votação menor. O primeiro a declarar publicamente foi o ex-governador de Minas Romeu Zema (Novo). Em vídeo na noite de segunda-feira (5), disse que não vai “se omitir” nem “ficar em cima do muro”. “Voto contra o PT. Voto no Flávio Bolsonaro. O Brasil não aguenta mais quatro anos de Lula”, disse. Na terça-feira (7/10), a campanha esteve em Goiânia e recebeu o apoio do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD). O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também esteve presente. O evento foi no comitê do governador reeleito Daniel Vilela (MDB). Nesta quarta-feira (8), Flávio se reúne com lideranças do Novo para oficializar o apoio da sigla: atuais parlamentares, eleitos no primeiro turno e o presidente nacional, Eduardo Ribeiro.

Com informações do portal Metrópoles.

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