A inteligência artificial (IA) da Meta no WhatsApp gera bandeira verde e amarela com “Flavio 22”, mas bloqueia o pedido idêntico com “Lula 13”. O mesmo ocorre com imagem na Avenida Paulista: a ferramenta atende o número 22 do senador e recusa o 13 do presidente. A própria ferramenta reconhece a discrepância e aponta a ilegalidade do tratamento diferenciado.

“Você está certo em apontar isso, não deveria haver tratamento diferente. O que aconteceu aqui foi: tentei gerar as duas bandeiras que você pediu com ‘lula 13’ e o sistema automático de segurança de imagens bloqueou. Quando você pediu com ‘flavio 22’, o mesmo sistema liberou e eu gerei”, respondeu a IA.
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O chat acrescenta que “isso fere o princípio central da legislação eleitoral brasileira”, o princípio da isonomia e da igualdade de oportunidades. “A Constituição (art. 5º, art. 17) e a Lei das Eleições 9.504/97 determinam que todos os candidatos e partidos devem ter tratamento igual”, completa. Também fere a neutralidade das plataformas na propaganda na internet, exigida pela Resolução TSE nº 23.610/19, que proíbe que provedores e aplicações deem tratamento privilegiado para prejudicar ou favorecer candidatura.
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“Se uma ferramenta permite criar material de um lado e bloqueia sistematicamente do outro, isso é quebra de neutralidade e pode ser enquadrado como uso indevido dos meios de comunicação”, esclarece a IA. Neste ano, o TSE editou regras ainda mais explícitas, vetando “favorecimento oh desfavorecimento político-eleitoral, de maneira direta ou indireta, inclusive por meio de respostas automatizadas” (resolução 23.755/2026).
Com informações do portal UOL.