Levantamento PoderData/Aya divulgado nesta sexta-feira (16) aponta empate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), cada um com 50% dos votos válidos. A pesquisa foi realizada de 13 a 15 de outubro, com 3.000 entrevistas e margem de erro de 1,8 ponto percentual, e parte dos dados já reflete o impacto da aprovação definitiva pelo Congresso, na quarta-feira (14), do fim da escala 6×1.

O cenário se alterou desde o primeiro turno. Em duas semanas, as intenções de voto em Lula avançaram e as de Flávio recuaram, apresentando tendência de virada. A distância, que era de 6 pontos percentuais no estudo de 8 de outubro, havia caído para 2 pontos há três dias e agora chegou a zero. No primeiro turno, Flávio obteve 47,03% dos votos e Lula, 45,16%, com vantagem de 1,87 ponto percentual nas urnas.
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A recuperação da campanha petista coincide com atos da esquerda em diversas cidades do país e com uma nova mobilização digital impulsionada por deputados jovens e artistas, estratégia que inicialmente sofreu críticas de setores tradicionais do PT. O presidente passou a explorar com mais intensidade as prerrogativas do cargo. Na quarta-feira, o Senado aprovou o fim da escala 6×1, bandeira incorporada à campanha, e até Flávio votou a favor. Na quinta-feira (15), Lula anunciou a promessa de ônibus urbanos gratuitos em todo o Brasil aos fins de semana, caso seja reeleito.
Apesar do empate nas intenções, 51% dos eleitores ainda apontam Flávio como o candidato com mais chance de vitória, contra 42% que apostam em Lula. O candidato do PL dedicou a semana inicial do segundo turno a reuniões em gabinetes e formalização de alianças. O ato previsto para a avenida Paulista no domingo (18) tende a ser o principal e maior evento do PL nesta fase da disputa.
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No recorte demográfico, Lula mantém preferência entre as mulheres, com 55% das intenções contra 39% de Flávio. O senador do PL registra melhor desempenho no Centro-Oeste (54%) e no Sul (57%).
Quanto à rejeição, 44% dos entrevistados afirmam que Lula é o “único em que votariam”, taxa que era de 42% há três dias. Os que declaram que não votariam “de jeito nenhum” no presidente somam 46%, mesmo percentual desde o primeiro turno. Entre os que rejeitam Flávio, a taxa subiu de 44% para 45% em três dias. No segundo turno, a rejeição ganha peso adicional, pois eleitores de candidatos eliminados precisam optar entre os dois nomes restantes.
A avaliação do trabalho de Lula mostra 47% de desaprovação e 46% de aprovação, com 7% sem resposta. Sobre o governo, 49% desaprovam a administração petista e 46% a aprovam, enquanto 5% não souberam responder.
O levantamento foi feito pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios e parceria de divulgação com o Aya Bancah. As entrevistas ocorreram por ligações para celulares e telefones fixos, via sistema URA, em 644 municípios das 27 unidades da Federação. O intervalo de confiança é de 95% e o registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-04258/2026. Os resultados foram arredondados, o que pode fazer com que o somatório de alguma categoria difira de 100%.
Com informações do portal Poder 360.