Durante o evento no Xingu, o presidente Lula concedeu ao cacique Raoni, que pertence ao povo Kaiapó, a mais alta condecoração brasileira, a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito. No encontro, que foi realizado nesta sexta-feira (4), Raoni expressou diretamente ao presidente que teme as consequências ambientais com a exploração do petróleo na Margem Equatorial.

O líder indígena se manifestou sobre o assunto durante visita do presidente Lula à Aldeia Piaraçu, na cidade de São José do Xingu, em Mato Grosso. Em fevereiro deste ano, Lula disse que não se pode descartar um estudo de possíveis impactos à região da Margem Equatorial. O pedido de exploração pela Petrobras foi negado pelo Ibama, que alega que a estatal não comprovou a proteção da região, em caso de derramamento de óleo.
Ao lado da ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, e outras lideranças, Lula disse que nenhuma das autoridades do mundo é tão importante quanto o cacique Raoni, sobretudo na missão de semear a cultura indígena e defender os povos originários e a floresta.
“Estamos diante de um desses grandes nomes da história. Meu amigo cacique Raoni, merecedor de todas as homenagens no Brasil e no mundo. Guerreiro incansável na defesa dos povos indígenas, do meio ambiente e da Amazônia. Nosso querido Raoni segue ativo em sua nobre missão de semear a cultura indígena e o respeito aos povos originários e a floresta. Um trabalho indispensável para as conquistas indígenas.”
De acordo com o governo, a condecoração ao cacique Raoni é devido aos “relevantes serviços prestados em defesa dos direitos dos povos indígenas, da Floresta Amazônica e do meio ambiente.”
Aos 93 anos, o líder Kaiapó é um ativista ambiental e dos povos indígenas reconhecido mundialmente.
Há pouco mais de um ano, o presidente da França, Emmanuel Macron, concedeu ao cacique Raoni a Ordem Nacional da Legião de Honra, a maior honraria dada pelo país a pessoas que se destacam pelas mobilizações no contexto mundial.
Fonte: Radioagência Nacional