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Polícia planeja esquema de segurança no aeroporto para receber adolescentes investigados por agressão ao cão Orelha
Termômetro da Política
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A Polícia Civil de Santa Catarina informou que está organizando um esquema especial de segurança no aeroporto para receber dois adolescentes investigados pelo espancamento do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. Os menores estão nos Estados Unidos, em uma excursão à Disney programada antes do crime, e devem retornar na próxima semana. Segundo o delegado-geral Ulisses Gabriel, a preocupação é com a segurança de outros 113 jovens que viajaram com a dupla e que não têm relação com o caso.

Caso ganhou repercussão após o animal ser encontrado por uma moradora em estado grave, agonizando
Caso ganhou repercussão após o animal ser encontrado por uma moradora em estado grave, agonizando (Foto: Reprodução)

“Estão convocando manifestação para a questão do aeroporto. Isso nos preocupa. São 115 jovens que estarão lá e 113 não têm relação com o caso. Nos preocupa muito a situação de que alguém possa ser machucado por uma situação que envolve duas pessoas”, afirmou o delegado-geral Ulisses Gabriel. A expectativa é de que a operação conte com apoio da Polícia Militar e da segurança do aeroporto. A data exata de chegada e o local de pouso não foram divulgados pelas autoridades.

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A investigação sobre a agressão ao animal corre em inquérito próprio, enquanto um segundo inquérito, sobre coação de testemunhas, foi concluído ontem com o indiciamento de três adultos — dois empresários e um advogado, parentes dos adolescentes. Os nomes não foram revelados, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Mais de mil horas de gravações de 14 câmeras diferentes foram analisadas pela polícia. As autoridades esclareceram que, ao contrário do que circula em redes sociais, nenhum vídeo registrou o momento exato da agressão que levou à morte do cão.

Os adolescentes também são investigados por outros atos infracionais. Segundo a delegada Mardjoli Adorian Valcareggi, há registros de agressão a outro cachorro de rua, com tentativa de afogamento, além de ofensas a profissionais como porteiros e rondas, furtos e depredações de patrimônio na região. “Tem outros atos infracionais de ofensas a profissionais como porteiros, rondas e pessoas que trabalham na região. Teve situações envolvendo furtos e depredações de patrimônios. São vários atos conexos”, declarou a delegada.

Quatro menores foram identificados como suspeitos diretos do ato infracional de maus-tratos ao animal. Caso o envolvimento seja comprovado, eles responderão por ato infracional, com medidas socioeducativas previstas no ECA.

O caso ganhou comoção coletiva desde o dia 16 de janeiro, quando Orelha foi encontrado agonizando por uma moradora após receber pauladas na cabeça. O cão vivia há cerca de dez anos na Praia Brava, junto com outros animais de rua alimentados e cuidados pela comunidade. Levado a um hospital veterinário, não resistiu à gravidade dos ferimentos e precisou ser eutanasiado.

A Associação Praia Brava emitiu nota lamentando o ocorrido e afirmando que aguarda o “correto esclarecimento dos fatos”. Moradores realizaram manifestação no sábado (24) pedindo Justiça pelo animal, com protestos nas ruas e nas redes sociais.

Com informações do portal UOL.

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