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Sequestro da filha de traficante do PCC resulta na prisão de Gerson Palermo, na Bolívia
Termômetro da Política
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A prisão de Gerson Palermo, apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), na Bolívia, teve como ponto de partida o sequestro de sua filha, Gabrielly Sanches Palermo, ocorrido em outubro de 2025. A jovem, de 25 anos, foi vítima de um crime motivado por uma disputa financeira ligada ao tráfico internacional de drogas, e as apurações sobre o caso permitiram que as autoridades localizassem o paradeiro do foragido.

Gerson Palermo havia fugido do sistema prisional em 2020 após obter prisão domiciliar autorizada por um desembargador (Foto: Divulgação)

Palermo foi detido nesta terça-feira (26) em Santa Cruz de La Sierra, durante uma operação conjunta entre a Polícia Federal, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e a Força Especial de Combate ao Narcotráfico da Bolívia (FELCN). Ele estava foragido desde 2020 e acumula condenações que somam quase 126 anos de prisão por tráfico internacional de drogas e associação criminosa.

O caso que abriu as investigações envolveu o sequestro de Gabrielly, que teria sido mantida em cativeiro em Campo Grande para pressionar a família a pagar uma suposta dívida deixada por Palermo com o ex-sogro, Salvador Sanches, em 2015. O valor mencionado nas apurações oscila entre US$ 100 mil e 200 mil euros. A jovem foi libertada pela polícia em 25 de outubro de 2025, no bairro Moreninhas, após denúncias e trabalho das equipes especializadas.

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“A vítima relatou ter sido agredida com chutes, socos, puxões de cabelo e coronhadas de arma de fogo na cabeça, além de ter permanecido amarrada”, diz a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul. Durante o crime, os suspeitos enviaram fotos da vítima amarrada à família e exigiram o pagamento. O marido de Gabrielly também foi ameaçado. Um dos envolvidos, Reinaldo Silva de Farias, foi preso em flagrante.

O trabalho de inteligência do Núcleo de Inteligência da DEPCA, em conjunto com o Garras e a Polícia Federal, avançou a partir do resgate. A troca de informações com as autoridades bolivianas permitiu o monitoramento que resultou na localização de Palermo. O comandante da força antidrogas boliviana, David Gómez, confirmou que o traficante não tinha nenhum processo aberto no país vizinho.

“Ele não tinha nenhum processo aqui na Bolívia, mas estava se escondendo, fugindo da Justiça brasileira no nosso país”, afirmou.

Palermo fugiu do sistema prisional em 2020 após obter prisão domiciliar autorizada por um desembargador. Poucas horas depois de deixar o presídio de segurança máxima de Campo Grande, ele desapareceu. Seu histórico inclui ainda o sequestro de um avião da antiga Vasp em 2000, quando cerca de R$ 5,5 milhões foram roubados após o desvio da aeronave para o Paraná. Anos mais tarde, ele voltou a ser alvo da Polícia Federal na Operação All In, que investigou um esquema de tráfico de cocaína entre Bolívia e Brasil.

A expectativa é que Palermo seja expulso da Bolívia e entregue às autoridades brasileiras nos próximos dias. A captura reforça as investigações sobre o uso do território boliviano como rota e esconderijo de integrantes do PCC.

Com informações do portal g1.

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