A artista, escritora e ativista franco-iraniana Marjane Satrapi morreu aos 56 anos. O Palácio do Eliseu anunciou o falecimento nesta quinta-feira (4) e destacou o impacto de sua obra, que “cativou o público global”.

Satrapi ficou mundialmente conhecida por “Persépolis”, graphic novel autobiográfica lançada em 2000 que narra sua infância em Teerã durante a Revolução Islâmica. A obra foi adaptada para o cinema em 2007, em filme dirigido por ela e Vincent Paronnaud, que recebeu o Prêmio do Júri no Festival de Cannes e foi indicado ao Oscar.
Nascida em 22 de novembro de 1969 em Rasht, no Irã, Satrapi era uma crítica ferrenha do regime iraniano. Nos últimos anos, tornou-se uma das principais vozes internacionais de apoio ao movimento “Mulher, Vida, Liberdade”, surgido após a morte de Mahsa Amini, de 22 anos, sob custódia policial em 2022.
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A Fundação Narges, organização iraniana de defesa dos direitos humanos das mulheres, descreveu a ativista como “uma defensora destemida do feminismo e dos direitos das mulheres”.
Em comunicado, o Palácio do Eliseu afirmou que a morte de Satrapi representa “a perda de uma figura importante na cultura francesa e de uma artista profundamente comprometida com a liberdade, cujo trabalho carregava uma mensagem universal e lhe rendeu imenso reconhecimento internacional”.
Com informações do portal CNN.