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Ministério Público denuncia Deolane Bezerra e Marcola por lavagem de dinheiro do PCC
Termômetro da Política
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O Ministério Público de São Paulo denunciou seis pessoas por integrar uma organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os acusados estão a advogada e influenciadora Deolane Bezerra e Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado como uma das lideranças da facção.

Advogada e influenciadora Deolane Bezerra foi presa nesta manhã; Marcola já está preso
Advogada e influenciadora Deolane Bezerra e Marcola (Fotos: Reprodução)

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o grupo atuou entre 2018 e 2025 por meio de uma empresa de transportes administrada por Ciro Cesar Lemos. O esquema teria como objetivo dissimular e reinserir na economia formal recursos obtidos ilicitamente pela organização criminosa.

Segundo a denúncia, Lemos recebia ordens diretamente de Marcola e de seu irmão Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior para repassar os rendimentos aos demais integrantes da rede. Além deles, o núcleo contava com o operador financeiro Everton de Sousa e com os filhos de Alejandro, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho, que estão foragidos no exterior.

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O Gaeco afirma que Deolane Bezerra recebia depósitos fracionados provenientes da transportadora, com o objetivo de ocultar a origem dos valores. O órgão relata ainda que “a acusada planejava, segundo a investigação, reestruturar suas empresas e transferi-las para fundos sediados no exterior, operando a lavagem de dinheiro dos valores oriundos de integrantes do PCC”.

Everton de Sousa, conforme a denúncia, atuava como operador intermediário, supervisionando as prestações de contas e o fluxo de valores. Já Paloma e Leonardo recebiam parcelas dos rendimentos por determinação do pai, cabendo a Paloma orientar Lemos sobre a distribuição dos valores, a partir de informações repassadas por Alejandro.

Deolane Bezerra permanece presa e teve pedido de habeas corpus negado pela Justiça nesta terça-feira (9). Marcola está preso desde 1999 e Alejandro desde 2006. Mesmo assim, segundo as autoridades, ambos mantêm influência nas operações da facção por meio de advogados, familiares e redes de comunicação clandestina.

A defesa de Deolane Bezerra afirmou que não teve acesso à acusação e que ela não faz parte de nenhuma organização criminosa ou cometeu qualquer crime.

A defesa de Marco Willians Herbas Camacho sustentou que ele e seu irmão Alejandro estão em presídio de segurança máxima desde 2019, o que torna inviável sua participação no esquema. Também afirmou que Leonardo e Paloma “refutam integralmente as imputações formuladas”, embora não negue a relação patrimonial e os “elementos financeiros” da denúncia, que serão esclarecidos e são regulares, assim como são improcedentes as acusações.

Fonte: Agência Brasil

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