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Deputada Erika Hilton aciona Ministério Público Federal contra nova função de localização do Instagram
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A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) anunciou nesta quinta-feira (11) que está acionando o Ministério Público Federal para pedir a suspensão imediata de uma nova funcionalidade do Instagram que permite o compartilhamento da localização dos usuários em tempo real por meio de um mapa.

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Erika Hilton argumenta que a ferramenta coloca em risco “mulheres, crianças e pessoas idosas” (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

No post publicado em sua conta no X, Hilton afirmou que a ferramenta coloca em risco “mulheres, crianças e pessoas idosas”, além de usuários que não ativaram a função, mas moram com alguém que compartilha a localização. Segundo ela, o recurso tem um menu confuso que induz o usuário a ativá-lo e, mesmo com o GPS do celular desativado, o Instagram pode utilizar o sinal de internet para identificar a posição do usuário.

O que é a nova função do Instagram

A funcionalidade criticada pela deputada é o Instagram Map (também chamado de Friends Map), lançado pela Meta em agosto de 2025. O recurso permite que usuários compartilhem sua última localização ativa com amigos selecionados, que podem visualizar essa informação em um mapa interativo disponível no topo da aba de mensagens diretas (DMs).

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Diferente de um compartilhamento contínuo de localização em tempo real (como o “Compartilhar localização ao vivo” do WhatsApp), o Instagram Map mostra a posição mais recente do usuário no momento em que ele utiliza o aplicativo. O recurso também permite explorar publicações feitas em locais específicos.

Como funciona o compartilhamento de localização

De acordo com informações oficiais da Meta e do centro de ajuda do Instagram:

  • O recurso é desativado por padrão (opt-in).
  • O usuário precisa ativar manualmente o compartilhamento de localização.
  • É possível escolher com quem compartilhar: todos os amigos, pessoas específicas ou ninguém.
  • A localização é atualizada quando o aplicativo é aberto e utilizado.
  • O mapa fica acessível na seção de mensagens diretas.

Apesar de ser opcional, a deputada Erika Hilton argumenta que a forma como a função foi apresentada dificulta a compreensão dos usuários sobre o que estão autorizando, aumentando o risco de ativação involuntária.

Críticas de segurança

Hilton, que preside a Comissão das Mulheres na Câmara dos Deputados, classificou o lançamento como “irresponsável”. Para ela, a ferramenta pode facilitar casos de perseguição, stalking, roubo e violência, especialmente contra grupos mais vulneráveis.

A parlamentar também alertou para o fato de que desativar o GPS do celular não impede completamente o compartilhamento, já que o Instagram pode recorrer ao sinal de internet para estimar a localização.

Enquanto o Ministério Público Federal não se manifesta sobre o pedido de suspensão, Hilton orientou os usuários a verificarem e desativarem a função nas configurações do Instagram, principalmente em contas de crianças e pessoas idosas.

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